quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Ah, como tece

Ah como tece!

E essa boca que nem mesmo fala?

Respira inerte carregando a baba;

Poe’m lábio seco despedida e choro

Que tampouco aqui, cabem dois sonhos tolos.



E se t’ investe a cólera funesta

Que põe gast’o corpo de sanguínea face,

Apressa pois, remédio d’ânimo corado

Que na boca o amor torna-se já minguado.



Ah, sem demora quando a boca é fala,

E de cabo a boca já desembestada

Tram’entre dois guardar espaço,

A galope eu sei que a dor não passa.



Ah, sem demora quando a boca é fala,

Que nos põe a frente tudo já que cala,

Qual pernud’aranha circuland’o passo

Estes lábios vis vão teceland’o nada.
 


Por: Rodrigo F. Barbosa

Nenhum comentário:

Postar um comentário

NÃO SE ESQUEÇA!

-Comente à vontade!
-Sempre comente coisas relacionadas à postagem.
-Evite propaganda de blogs e outros sites.
-Para falar comigo escreva pra xerox_copia@yahoo.com.br


Participe comentando!