"-Por favor, não erre mais ou use o erro como seu único amor, um amor ao desprezo!" Eram palavras de um novo Ulisses que, sem companheiros e sem uma Ìtaca que o aguardasse o retorno, rumava lânguido absorto em diálogos com seu coração. Sem ter para onde ir, esse novo Ulisses, com o auxílio de Notos silenciosos deixou-se rumar para a posteridade, para então, ser lembrado como alguém que fez do desprezo, a maior potência homenageável que um mortal poderia experimentar: Tapou os ouvidos com cera e fez dessa mazela seu amor musical incondicional.
Por Rodrigo Francisco Barbosa
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