terça-feira, 5 de julho de 2016

Além do nosso eu, além do nosso nada

Olhe bem para mim, reconhece este que ama demais e sofre de menos?
É possível que hoje o desejo me aprisione entre a paixão e a inocência. Mas devo admitir que, algumas convicções se transformam em prazer, despertando algumas fantasias sobrecarregadas de anseios.
Hoje é terça-feira, tento não pensar em quem você é, no que se transformará.
Eu sou muito pouco para essas grandezas, eu quase não existo.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Muito mais que o amor

A vida vivida de manhã, sem sol, se faz diferente, sutil.
Fiquei satisfeito em saber que a conversa que tivemos hoje me distanciou ainda mais do arrependimento.
Acontece que tive uma sensação de que peguei o ônibus errado.
Não o ônibus, o sentido.

domingo, 24 de janeiro de 2016

Alegoria dos obstinados

Escureceu... foi um dia bom!
Eu falei bom dia para algumas pessoas.
Eu almocei sozinho, porém rodeado de pessoas desconhecidas.
No terminal do ônibus eu sorri e também sofri.
Anoiteceu e eu cheguei em casa correndo da chuva.
Agora deitado lembro que nem percebi tudo isso acontecer nas poucas horas do dia.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Elementos de uma má reputação

Haverá guerras como nunca houve, que em silêncio nos dirá que morreremos. E meu corpo se transformará  em árvore.
E pelos bosques, perseguido pelo sussurro do vento, o que restará depois das flores será algo sem vida, depois do nada, depois do tempo.

sábado, 5 de setembro de 2015

Um dia qualquer

Domingo fui assaltado, eu e mais duas amigas.
Três armas, uma pra cada vítima. Assim nenhum de nós poderia reclamar que correu risco de vida sozinho.
Nossas caras de quem perdeu o ônibus em dia de chuva demonstrava toda nossa indignação.
Uma chorou, a outra sem entender o que tinha acontecido me olhava, mas era impossível encarar a situação.
Para que se entenda melhor, narro aqui esse fato: três pessoas esperam a chegada do ônibus de uma delas. Conversam.
Uma carro para, descem três caras armados dizendo que "perdeu... perdeu..."(gíria de fácil dedução).

Levaram tudo, inclusive nosso amor-próprio!
Minutos depois seguimos para nossas casas. Pra felicidade de uma, dois reais sobraram e seu ônibus pode pegar.

Os outros dois caminharam e refletiam sobre como muitos deixam-se iludir pela aparente vida fácil da carreira criminal.
De fato nunca me ficou claro a lógica e o critério dentro dessa prática.
E assim passa o tempo, ainda estamos bem, mas a cidade está cada dia mais violenta.