sexta-feira, 30 de setembro de 2011

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Ele é tudo

 - ...um completo idiota!
 - Bem, como faremos?
 - Talvez deixem-o entrar.
 - Pegue as chaves, vamos descendo, já estamos atrasados.
 - Não esqueça as alianças.
 - Já estão comigo!
 - Okay; não chore!
 - Vai dar tudo certo.
 - Eu espero.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Sempr'inverno


Junto à primavera
Veio a mim uma tristeza,
Que pesa meus olhos
E me faz prolongar meu inverno.
Escrito na porta da casa de um Idiota
Por: Rodrigo Francisco Barbosa

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Livros esquecidos

Por: Eleotério Burrego


  Faço parte do dia a dia de um lugar denominado "sebo", embora muitos proprietários dos ditos lugares mal sabem o significado que o termo embute. Percebe-se por este cotidiano o quanto é tênue a linha que separa o poder da população adquirir cultura neste país.
  Remontando historicamente e sociologicamente o percurso do livro no país, nota-se que aquela desculpa do livro caro demais, que há décadas soa comumente em qualquer conversa quando se trata de problematizar a razão de sermos tão maus leitores, cai por terra e fica só como uma desculpa muito simplória e fácil de sustentar dando certo valores de um simples e qualquer livro aleatoriamente.
  Hoje, compra-se uma variedade de livros em mais diversos lugares e está sendo produzido uma variedade enorme tanto em formatos, qualidade e no tão discutido valor que está ao alcance de qualquer bolso. Além da existência de nós, "Os sebos, onde estão os livros esquecidos", onde existem livros por frações de valor do novo.
  Este mercado está em franca expansão, as vezes diz-se que tem um em cada esquina, em Sampa, chegam a vender nas calçadas, pilhas que você se recusa a acreditar que conseguem empilhar daquela forma sem cair, além dos inúmeros estabelecimentos com a dita palavra grafada, as vezes nem se dão ao luxo de ressaltar o nome fantasia da empresa, o importante é: SEBO.
   Pensava que o livro nunca iria ocorrer da forma com acontece hoje na sua disponibilidade:
   - normal(aquele que comumente dizem que custa os olhos da cara)
   - pocket(estrangeirismo que denomina o de bolso, existe até coleção de editora com esta denominação)
   - virtual(tablets que logo,logo estarão tão popular como celular)
   - usado(nós os "Sebos")
   - luxo(livros em edições luxuosas em formatos diferentes, papel especial, comemorando, datas de lançamento ou nascimento e morte do autor)
   - audio-livro(versão de livro para se ouvir, lanços a tempos, mas agora é que parece que encontrou seu nicho.
   O livro desponta finalmente como um filão, somos alvos no Brasil de grandes conglomerados editoriais tanto na aquisição de nossas tradicionais editoras de nome de décadas, como se estabelecendo por aqui de alguma outra forma e, NÓS, que comercialmente acentuamos a nossa presença devido a sua alta lucratividade e qualquer mané pode se estabelecer colocando o tal nome lá: SEBO.
   Faltava uma política  mais agressiva do estado, mas está vindo de uma forma massiva tanto de disponibilizar bibliotecas como outras políticas de conscientizar a população através de escolas, faculdades, prefeituras, centros culturais de que o livro(leitura) é indispensável ao brasileiro quanto futebol, carnaval, cerveja, espiritismo , mulata ...
   Viva o livro, os novos e os esquecidos.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

A leitura me persegue

"Pense um pouco. Não precisa dar uma resposta agora.
Eu gostei disto aqui. Você foi a primeira pessoa que conseguiu acompanhar o que está se passando comigo e realmente não me senti censurado ou julgado. Acho que pode ser bom continuarmos. Eu só estou um pouco cansado.
Nós precisamos ir com calma."

domingo, 25 de setembro de 2011

Leituras em mim

 - "A mulher cria o amor em nós. Tem o direito de exigir a retribuição.
 - Grande verdade, Dorian, verdade absoluta - -exclamou Basil.
 - Não há verdade absoluta - contestou lorde Henry."

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Enquanto isso...

- O céu continua distante de você.
- Mas de onde surgiu a vontade de estar lá?
- Realmente não acrescentaria em nada...
- Sim! Todos escutam as regras da disputa.
- Aprendi muito com o Charles...
- Aliás, nem demos tempo à ela de falar.
O mecanismo pára bruscamente...
Nothing end's.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O mundo distraído

Hoje acordei cedo, como nos outros dias.
Mais hoje tudo estava tão ontem como amanhã está agora que quase não saí da cama.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Ah, como tece

Ah como tece!

E essa boca que nem mesmo fala?

Respira inerte carregando a baba;

Poe’m lábio seco despedida e choro

Que tampouco aqui, cabem dois sonhos tolos.



E se t’ investe a cólera funesta

Que põe gast’o corpo de sanguínea face,

Apressa pois, remédio d’ânimo corado

Que na boca o amor torna-se já minguado.



Ah, sem demora quando a boca é fala,

E de cabo a boca já desembestada

Tram’entre dois guardar espaço,

A galope eu sei que a dor não passa.



Ah, sem demora quando a boca é fala,

Que nos põe a frente tudo já que cala,

Qual pernud’aranha circuland’o passo

Estes lábios vis vão teceland’o nada.
 


Por: Rodrigo F. Barbosa