sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Uma fração de segundos

O que é um ano se não uma sucessão de minutos que percorremos entre horas, que ao passar dos dias se encarrega dos meses que constitui o término de uma sequência superior à instantes?
Este é o fluxo em que, a medida que se atinge o tempo, gradativamente transforma nossas ações em unidade a ser medida.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Idiossincrasias de escritor

Adoro observar pessoas em qualquer lugar, em qualquer situação e ficar imaginando o que fazem, quem são, seus nomes, essas coisas.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Nosso dia-a-dia é verdadeiro?

"E que mal existe enganar aqueles que querem ser iludidos? Não é isso que fazem os médicos, os advogados, os cozinheiros, as putas, os padres, os eletricistas, os treinadores de cachorro, os macumbeiros, os consultores financeiros, os pintores de paredes?"

*trecho do livro Pequenas Criaturas de Rubem Alves.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Zeitgeist

Tal como a música, a leitura constitui a maior parte de uma construção simbólica, com projeções igualmente necessárias.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A merda da pessoa amada

Por Rodrigo Francisco Barbosa

M´esqueci d´amô a bosta do Leminski
Que d´espelh´e ôde toalhete ando
Me faz lembrar necessidade
D´até sentado dizê "te amo!".

domingo, 11 de dezembro de 2011

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Qual a sua patologia?

Essa foi a pergunta da ingrata da balconista instantes antes de me perguntar se eu tinha convênio.
Ser dependente da saúde pública em Curitiba, requer paciência e sangue frio. Pois o atendimento imediato não se faz diante à patologias como uma simples influenza.
Por tanto, em caso de extrema urgência, caso necessite da saúde pública (SUS), vá até a funerária mais próxima de sua casa.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Como funciona

silêncio sonolento
exercícios musculares
membros e glandes
saliva intermitente
corpos em brasa,
que melhoram com repouso

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Pau do leminski

Por Rodrigo Francisco Barbosa

Podem ficar co'a verdade
Essa cruez'animal
Em que tudo difama o qu'é humano

Eu quero viver a maldade
Eu fico é com a pena digitando

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Onde não consigo interferir

Vi que ela caminhava em minha direção.
Ao se aproximar, desconfiada, percebeu com um só olhar que nada relacionava sua busca pela pretensiosa imagem.
Decifrando os perigos da frieza humana, descrevo aqui as mudanças ocorridas num sonho sem expectativas concretas.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Este nome me lembra algo

Hoje D. Izabel me ligou dizendo que queria um livro.
Sexo Zen, este era o título pelo qual a atenciosa senhora procurava.
 - da conversa ao pensamento.
Não consigo compreender como terminações nervosas e contrações violentas de um prazer extremo podem ser controladas pela prática religiosa.

domingo, 27 de novembro de 2011

The pigs of Love

Por Rodrigo Francisco Barbosa

Think about the people nude
Walking by street colorful,
Think'about the loveless human
Stripping your bodys for nothing;

Think about the look divine
Eating people for between clothes,
Think about the bed sweaty
Waiting the holy body'almays absent;

Think about the sky
That crying for empteed eyes
Think about you love
That send men for world the hells.

Ouça a performance de Orlando José Vieira Franciscohttp://soundcloud.com/semcentro/the-pigs-of-love-by-rodrigo


sábado, 26 de novembro de 2011

Iguarias do dia

Anartria: impossibilidade de linguagem articulada.

Ecdótica: conjunto de regras que cumpre observar na publicação de um livro.

Cequim: antiga moeda de ouro.

Sítula: vaso de madeira, de forma arredondada.

buen apetito!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Diálogo do dia

 - o que é isso que você está me mostrando?
 - não consegue ver daí?
 - Não!
 - são as partes de fora.
 - de onde vem?
 - não sei; já estavam aqui quando cheguei.
 - vou levar! quero dizer...
 - Vou lavar.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Só não lê quem não quer!

Por: Eleotério Burrego


Números estatísticos saídos recentemente demonstram que uma enormidade de brasileiros sobrevivem com míseros cento e trinta e poucos reais ao mês. Se fossemos medir os que tem algo mais e consomem livros, teríamos a demonstração de uns, agora, míseros leitores em um mar de brasileiros esfomeados.
Deixando estes dados para a história e sociologia analisarem mais acertadamente, só não lê quem não quer, ou são realmente analfabetos de pai e mãe, apesar que existem seres gerados por néscios que dão ótimos leitores, intelectuais e até presidente da república. 
Nos lugares dos "livros esquecidos" é disponibilizado um leque substancial de literatura que derruba aquele bordão:"livro neste país é caro". Estou limpando e deixando em ótimo estado três livros: "Os trabalhadores do mar - Victor Hugo", "Babbitt - Sinclair Lewis", "Mulheres apaixonadas - D. H. Lawrence", em capa dura, sem manuseio, páginas alvíssimas, quer dizer nem foram lidos pelos ex donos. Nós estamos vendendo a dez reais cada, mas tem amigos livreiros vendendo até a 1,99 na internet. 
É incrível!!! Mesmo a dez reais, só leva o bordão adiante quem consegue ver um pouquinho além do próprio nariz. Nunca se reclama do preço de duas ou mais cervejas nos fins de semana, ou um maço de cigarro ao dia. Temos milhões e milhões de fumantes e alcoólatras mas míseros milhares de leitores.

domingo, 13 de novembro de 2011

Logo pela manhã

O anjo branco conduz as seis ovelhas negras.
Elas escondem em si, o gosto amargo por não desfrutar do prazer.

sábado, 12 de novembro de 2011

Cerveja, sexo e literatura.

Existe um ditado que é líquido e certo nos seus dizeres: "gosto não se discute". Ainda mais aqui! No lugar dos Livros Esquecidos a gente constata muito isto, e nos deixa mais alvoroçados ainda neste universo da literatura. Somos submetidos as mais variadas tentações de maravilhas. Então, para não contrariar o dito ditado, digo, ou melhor, é politicamente correto antes de emitirmos opinião, antepor : "para mim". Assim digo, para mim o melhor dos descolados e de pessoa que soube tirar o bom de bebida e mulher foi Henry Chinaski, as vezes ele ficava na dúvida em qual ele mergulhava mais fundo.
 Em "Mulheres", para mim seu melhor livro, como dizem seus livros, sempre de cunho autobiográfico, traça este mundo que só ele soube demonstrar com maestria. Dá até vontade de ser escritor, fazer poemas, beber cervejas e as mulheres aparecerão até debaixo de tapetes, e de todos os matizes. Mas tudo isto são outros quinhentos, são os embalos que a boa literatura causa.
  "Mulheres" sintetiza o Bukowski que habita dentro de cada um de nós, sejamos anjos ou demônios. Este mergulho vale a pena, nem precisamos terminar e já começamos a ver a vida através do copo de cerveja, mesmo morna.
Por:   Eleotério.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

No melhor estilo faça você mesmo.

Enfim concluí o projeto no seu mais antigo formato.
Após intermináveis esforços, onde texto e imagem combinam-se dentro de uma comunicação impressa, a expansão de idéias  resulta em mais uma edição do zine "A TRAÇA".


quinta-feira, 10 de novembro de 2011

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Por que Apolo?

Apolo é uma referência na qual me baseio e fixo um momento à (d)escrever.
Os personagens existem de fato!

domingo, 6 de novembro de 2011

Neste blog

O importante aqui a ser escrito, é dizer que as ações implicam todo tipo de estranhamento emocional.
Portanto, respeite a ideia como parte de um indivíduo e questione se necessário.

sábado, 5 de novembro de 2011

Eu te falei sobre os impulsos

"Exigir da força que não se expresse como força, que não seja um querer-dominar, um querer-vencer, um querer-subjugar, uma sede de inimigos, resistências e triunfos, é tão absurdo quanto exigir da fraqueza que se expresse como força."

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Até as três da manhã

Uma noite sem sono, a debater, tentando com esmero exemplificar o que me fustiga.
Serei eu o mau que não me compreende?

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Uma infância

Rubens era tão bravo, que por vezes exercia poder sobre os pais de seus netos.
Isso fazia dele o centro das atenções sem que ninguém discordasse da sua intolerância.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Pelo menos no papel

"Esse é o prblema da filosofia: já não funciona tão bem depois da aula, ou seja, na vida real."

sábado, 29 de outubro de 2011

Curitiba é fria

Experimentar a sensação de impossibilidade diante a um acontecimento, requer energia o suficiente para não se ausentar do cotidiano.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O senhor nunca adivinharia...

 - Agora é sua vez!
 - Você trouxe, taí com você?
 - Sim! só pesso pra que não me apresse.
 - Está bem, agora vá!
 - mas veja bem... seja o mais sútil possível, caso encontre problemas.
 - Sim. Lamento pela última vez.
 - Como disse?
 - Deixa pra lá... é impossível assimilar detalhes nessas horas.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Me correspondendo pela quinta vez com Apolo

Desta vez falarei no presente, Apolo. Assim, farei com que meus antigos sentimentos esclareçam a ti, como fui reforçado a procurar uma vida longe das perseguições familiares.
Tenho vivido em um território difícil de se alcançar respostas concretas de uma vida na qual, constatemente buscamos que seja efetuado como algo.
Sutilmente somos degolados por fases que nos obrigam a criar meios que de fato são buscas constantes de preservações que dominam o campo que atuamos.
Seria mais fácil dizer isso tudo pessoalmente, mais raras foram as vezes que nos encontramos, que busquei através destas cartas, uma proximidade que não sei realmente se ainda acontecerá, a não ser em nossos óbitos.
Por vezes sinto ter respostas concretas para situações relevantes, mais aí, o presente momento de esclarecimento me força a refutá-lo.
É engraçado como nesses momentos sutis, acelero o processo de recordar as frequentes reuniões habituais de uma família calcada na estupidez da sua crença.
Tenho motivos de sobra para justificar meu eterno desgosto junto à eles.
Já que não posso mudar o rumo da minha história, a que se concretizou até aqui, tento fazer dela, onde me encontro com mais sabedoria, um retrato daquilo que corresponde mais verdadeiramente a minha realidade.
Sei que nosso pensamento tem uma pequena semelhança, apesar das idades que se distanciam com o passar dos anos, pois nada disso se modificaria se nossos espíritos não nos embalassem em uma montanha-russa de dúvidas concernentes a relações que se manifistam através dos fatos.
Houve um tempo em que me especializei a acreditar que era o momento de não mais existir. Contornei a situação e deixei essa idéia de lado, e hoje não me faz falta não estar aqui.
Pensando bem, fiz a coisa certa, pois foi você que elegi pra declarar minha escolha.
O que tudo isso tem a ver com você?
Me diga você! Se um dia isso tudo fizer algum sentido em relação à nossa orientação.
Isso é o melhor de mim hoje, pois nossas vidas são enriquecidas com algumas experiências. 



segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Esqueci de dizer.

Na publicação anterior, deixei de mencionar que o livro "Alfred Hitchcock apresenta: histórias proibidas para nervosos" é uma seleção de contos, 13 (treze) no total, em que o tenebroso Hitchcock apresenta novos escritores especialistas em literatura policial.

*Sessaõ "eu indico".

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Eu sei!

Ando em dívida com meu blog.
Desde que saí de férias, mantive uma distância da escrita digital, talvez por dificuldade de assimilar determinadas considerações através de sites (redes sociais pra ser mais específico), que me causam certa náusea, ou pela procura do descanso, acredito eu.,
Vale lembrar que esses intervalos, são relativos a distância e atividades que me prendem à outras observações.
Nesse fluxo, do qual se manifesta uma vez por ano, tento não me prender a fatores tecnológicos.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Sem as asas de Ícaro, mas com pernas de borracha

Quando necessitamos de uma aproximação para denotar esforços conjuntos, onde nossa força vital, malograda pela negatividade do tempo em vigor, se encarrega de nos arremessar ao topo, onde mentes castradas e carregadas de anseios e passividade, não são capazes de romper com a distância que se pode atingir.
Quando se colhe maus frutos de uma safra que vislumbra um ideal, morremos juntos com a idéia.
Mas encontrar semeadores que não cessam pela busca de novas colheitas, é descobrir que nossa energia vital (força), sim, aquela mesma que cito lá atrás, não nos abandona quando necessitamos de novos alimentos para uma vida sem percalços, onde poderemos adquirir e consumir mais informações para não cair diante de imagens como um acéfalo maldito.

sábado, 8 de outubro de 2011

Feliz aniversário!

Parabéns!

Da brev'idade

D'amigo pois risonh'amparo
Qu'antigu'encontro desembesta
Té la trás nós dois minino
Furtiv''amor d'olhos regala;

Se d'alegria passamos fartos
Em tempos que minino sonha
Cá pois mudad'almas em pranto
Qu'amor enxuga funesto pano;

Da vida  ei de ter metade
Que pes'igual noss'esperança
Desej'então morda-lh'o sumo
Que breve a vida latej'o peito...

Com terno carinho de seu amigo Rodrigo!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Tudo se resume a isso

A porta entre-aberta, posso ver a torneira que, antes mesmo de ir embora daqui, ficava decorada pela falta dos ladrilhos.
Não notei nenhuma mudança desde que fui embora, a não ser a não mais frequente aparição dos... amigos?
Enfim, o calor é desumano, falta-me concentração pra descrever tanta coisa que já vi anteriormente.
Só que hoje, enxergo-as de outra maneira, quase que poeticamente.
Talvez não desejaria mais fazer parte disso, mais o pouco que me resta de lembrança agora, das virtudes escondidas, vejo a dedicação encoberta entre os desejos esquecidos.
Viver fora disso tudo é completamente entusiasmante!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Da coletânea: "o que te importa se eu te amo?"

Se houvesse um lugar nesta terra desolada pelo qual valesse a pena viver este seria em suas veias: percorreria os detalhes mais íntimos do teu corpo e, sempre, finalmente, retornaria ao teu coração...

Por: Rodrigo F. Barbosa

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Ele é tudo

 - ...um completo idiota!
 - Bem, como faremos?
 - Talvez deixem-o entrar.
 - Pegue as chaves, vamos descendo, já estamos atrasados.
 - Não esqueça as alianças.
 - Já estão comigo!
 - Okay; não chore!
 - Vai dar tudo certo.
 - Eu espero.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Sempr'inverno


Junto à primavera
Veio a mim uma tristeza,
Que pesa meus olhos
E me faz prolongar meu inverno.
Escrito na porta da casa de um Idiota
Por: Rodrigo Francisco Barbosa

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Livros esquecidos

Por: Eleotério Burrego


  Faço parte do dia a dia de um lugar denominado "sebo", embora muitos proprietários dos ditos lugares mal sabem o significado que o termo embute. Percebe-se por este cotidiano o quanto é tênue a linha que separa o poder da população adquirir cultura neste país.
  Remontando historicamente e sociologicamente o percurso do livro no país, nota-se que aquela desculpa do livro caro demais, que há décadas soa comumente em qualquer conversa quando se trata de problematizar a razão de sermos tão maus leitores, cai por terra e fica só como uma desculpa muito simplória e fácil de sustentar dando certo valores de um simples e qualquer livro aleatoriamente.
  Hoje, compra-se uma variedade de livros em mais diversos lugares e está sendo produzido uma variedade enorme tanto em formatos, qualidade e no tão discutido valor que está ao alcance de qualquer bolso. Além da existência de nós, "Os sebos, onde estão os livros esquecidos", onde existem livros por frações de valor do novo.
  Este mercado está em franca expansão, as vezes diz-se que tem um em cada esquina, em Sampa, chegam a vender nas calçadas, pilhas que você se recusa a acreditar que conseguem empilhar daquela forma sem cair, além dos inúmeros estabelecimentos com a dita palavra grafada, as vezes nem se dão ao luxo de ressaltar o nome fantasia da empresa, o importante é: SEBO.
   Pensava que o livro nunca iria ocorrer da forma com acontece hoje na sua disponibilidade:
   - normal(aquele que comumente dizem que custa os olhos da cara)
   - pocket(estrangeirismo que denomina o de bolso, existe até coleção de editora com esta denominação)
   - virtual(tablets que logo,logo estarão tão popular como celular)
   - usado(nós os "Sebos")
   - luxo(livros em edições luxuosas em formatos diferentes, papel especial, comemorando, datas de lançamento ou nascimento e morte do autor)
   - audio-livro(versão de livro para se ouvir, lanços a tempos, mas agora é que parece que encontrou seu nicho.
   O livro desponta finalmente como um filão, somos alvos no Brasil de grandes conglomerados editoriais tanto na aquisição de nossas tradicionais editoras de nome de décadas, como se estabelecendo por aqui de alguma outra forma e, NÓS, que comercialmente acentuamos a nossa presença devido a sua alta lucratividade e qualquer mané pode se estabelecer colocando o tal nome lá: SEBO.
   Faltava uma política  mais agressiva do estado, mas está vindo de uma forma massiva tanto de disponibilizar bibliotecas como outras políticas de conscientizar a população através de escolas, faculdades, prefeituras, centros culturais de que o livro(leitura) é indispensável ao brasileiro quanto futebol, carnaval, cerveja, espiritismo , mulata ...
   Viva o livro, os novos e os esquecidos.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

A leitura me persegue

"Pense um pouco. Não precisa dar uma resposta agora.
Eu gostei disto aqui. Você foi a primeira pessoa que conseguiu acompanhar o que está se passando comigo e realmente não me senti censurado ou julgado. Acho que pode ser bom continuarmos. Eu só estou um pouco cansado.
Nós precisamos ir com calma."

domingo, 25 de setembro de 2011

Leituras em mim

 - "A mulher cria o amor em nós. Tem o direito de exigir a retribuição.
 - Grande verdade, Dorian, verdade absoluta - -exclamou Basil.
 - Não há verdade absoluta - contestou lorde Henry."

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Enquanto isso...

- O céu continua distante de você.
- Mas de onde surgiu a vontade de estar lá?
- Realmente não acrescentaria em nada...
- Sim! Todos escutam as regras da disputa.
- Aprendi muito com o Charles...
- Aliás, nem demos tempo à ela de falar.
O mecanismo pára bruscamente...
Nothing end's.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O mundo distraído

Hoje acordei cedo, como nos outros dias.
Mais hoje tudo estava tão ontem como amanhã está agora que quase não saí da cama.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Ah, como tece

Ah como tece!

E essa boca que nem mesmo fala?

Respira inerte carregando a baba;

Poe’m lábio seco despedida e choro

Que tampouco aqui, cabem dois sonhos tolos.



E se t’ investe a cólera funesta

Que põe gast’o corpo de sanguínea face,

Apressa pois, remédio d’ânimo corado

Que na boca o amor torna-se já minguado.



Ah, sem demora quando a boca é fala,

E de cabo a boca já desembestada

Tram’entre dois guardar espaço,

A galope eu sei que a dor não passa.



Ah, sem demora quando a boca é fala,

Que nos põe a frente tudo já que cala,

Qual pernud’aranha circuland’o passo

Estes lábios vis vão teceland’o nada.
 


Por: Rodrigo F. Barbosa

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Eu indico!

Eu indico o livro: "O conhecimento de Anatol Kraft", do autor curitibano "Roberto Gomes".
Nele, o autor faz um apelo altruísta muito bem elaborado através de um personagem que desperta a ira e a paixão sobre o aspecto intrínseco da vida cotidiana.
"Leitor desesperado, que lia tudo e nada"; assim o definia.
Boa leitura!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Ferreira Gullar

Eu sei que se tocasse
com a mão aquele canto do quadro
onde um amarelo arde
me queimaria nele
ou teria manchado para sempre de delírio
a ponta dos dedos

*uma pintura

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Manhã de terça-feira. Chove e faz frio em Curitiba

O guarda-chuva cor-de-rosa, o casaco bege e as botas até o joelho a deixa sem rebolado.
Possessividade, não me pressione!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Pesadelo noturno

É como se eu estivesse num cárcere de imagens programadas, onde a imaginação acende a luz de forma organizada e sistemática.
Acordei!
À partir de agora, até a volta de uma nova descoberta do sono, a realidade se mantém presa sob um sólido conhecimento estético de fatores ambientais do dia-a-dia.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

sábado, 13 de agosto de 2011

Quarta carta destinada à Apolo

Há dias não tenho motivação suficiente para lhe escrever, mas hoje, não sei por que motivo, lembrei de uma passagem da minha infância da qual você se fazia presente.
O motivo da viagem que me levou à seu encontro, era o conúbio de uma prima de ambos.
Não sei se recordas, pois pelo que me lembro, esta foi a última vez que o vi. E isso faz muitos anos.
Por isso terei dificuldades de narrar os fatos acontecidos naquele dia.
Ao menos um, que me chamou a atenção e me fez descobrir, isso depois de um determinado tempo, já com maior conhecimento sobre o mundo que vivemos, que a aproximação de derivados ilícitos justifica a causa pela qual nos aproximamos novamente.
Por muito tempo fiquei a pensar se tal maneira de agir colocava em risco sua integridade diante do medíocre grupo de pessoas que temos parentescos entre si.
Mas hoje, buscando a mesma extensão, sou capaz de dizer que determinada ação faz juz a sabedoria de um e outro.
Engana-se àqueles que julgam pela necessidade de julgar.
Sofrem calados a moral de uma tradição inescrupulosa que os mantém presos à relações extra-conjugais.
Bando de hipócritas!
Naquela época, eu era consumido pelo objetivo de ser bem-sucedido como eles. Hoje, o meu sucesso é me manter incomunicável com esse modelo ortodoxo de pessoas que se quer posso chamá-los de parentes.
Tudo isso foi significante pra mim até o momento em que me torno adulto e descarto a tradição inútil pela qual me encontrava preso.
Esta é mais uma tentativa de lhe mostrar a importância que você teve diante da tentação de descobrir os prazeres das relações naturais e artificiais entre vícios e abstinências.
Mais um pouco foi dito... com mais tempo direi mais.
Assim entenderemos mais sobre uma infância comprometida por interesses insignificantes.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Bolo de fubá

3 ovos
1 copo de óleo
2 copos de leite
1 copo e meio de açucar
2 copos de fubá
1 copo de farinha de trigo
1 colher de fermento pó royal

Bata tudo no liquidificador e por último adicione o fermento.
* Untar a forma

Obs: De preferência, acompanhado com chá.
Bom apetite!

Obs. 2: Em épocas de extrema repressão aos textos de cunho político, mais especificamente nos anos de regime militar, de forma irônica, escritores faziam uso de receitas gastronômicas por terem seus periódicos excluídos pela imprensa da época.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Sessão: Eu indico!

Para os amantes da época em que nos correspondía-mos através de cartas, eu indico o livro: "Goethe e Schiller - companheiros de viagens".
Por muito tempo trocando confissões, essas correspondências deram origem à escrita clássica na Europa, mais especificamente na Alemanha, entre os anos de 1794 à 1805, que durou até a morte de Schiller. Boa leitura!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Terceira carta à Apolo

Desta vez vou ser breve, pois este processo pelo qual escolhi declarar meus sentimentos profundo em relação à tudo que fui alvo quando garoto, não merece ser conservado na memória por tanto tempo.
Peço desculpas por não compartilhar contigo hoje, um pouco da agonia que por tanto tempo me acompanhou e hoje as trago em julgamento junto a ti.
Quem sabe amanhã, com um pouco mais de cafeína circulando em meu sangue, eu desempenhe melhor a descrição dos fatos e situações da época em que fui castigado por não acreditar que seria salvo pela entidade suprema que meus antepassados tanto acreditavam.
Disso falarei em breve, e não me resta dúvidas que você também sentirá um desejo profundo em acompanhar o momento em que rompi com esta moral indesejada, que suprimia minhas forças.
Como tudo é efêmero, a conversa acaba por aqui.

sábado, 30 de julho de 2011

Segunda carta à Apolo

Aqui estou novamente Apolo, no exercício de lhe escrever.
Tomei essa iniciativa assim que o encontrei novamente, só que desta vez em uma prateleira de um sebo, entre outros escritores, dos quais desconheço boa parte.
Mas essa é outra história, parte integrante da qual relato, que mais adiante retomarei dando sentido a tudo que lhe narrar de forma sistemática e abrangente.
Sabe Apolo, tive dúvidas quando menino se teria uma profissão, um reconhecimento por parte de ascendentes de origem comum.
Hoje, quanto mais longe me mantenho deles, mais sinto apreço por mim mesmo.
Retratar alguns episódios deste período, fará com que de fato, você concorde comigo quanto a forma absurda, grotesca e tirânica pela qual fui submetido com o passar dos anos, assim que daqueles que herdava alguma coisa, já não herdara mais nada, a não ser retratos sobre-postos em albuns de fotografia.
Em alguns momentos desejei a morte, mas como todo menino sem formação, isso não passava de idéias sem cabimento, querendo fugir da situação pela qual me encontrava.
Mais tarde, já não desejava mais a minha morte, mais sim a morte daqueles que exerciam poder sobre mim.
Mas o tempo me fez sábio, extraindo de mim esse impulso involuntário.
Tenho muito tempo ainda para lhe escrever, Apolo, por tanto, hoje paro aqui.
Você deve estar se perguntando por quê escolhi você!?
Saibas que em algum momento, em algum lugar ou espaço, incondicionalmente você modificou minha maneira de perceber o mundo. Por tanto, não se zangue, não quero fazer da sua consciência um depósito dos meus fantasmas que me assombraram quando menino.
Você, agora, é parte da minha capacidade de julgar o que retive durante anos, e que hoje divido contigo.
Seja compreensivo, espero que você contribua com este exercício que nos envolve em um determinado ponto de nossas vidas.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Cartas à Apolo, o poeta amargo

Iniciarei a dizer, sem saber onde te encontras, que parte da vida iniciada, não me recordo mais.
Sei que quando menino, tudo me divertia, a não ser quando tinha minha liberdade privada por àquela que me criou por um determinado tempo.
Quantas vezes observava receoso a espera de uma punição severa, sem ao menos ter oportunidade de me defender.
Toda aquela agressividade materna hoje nada representa a não ser um ódio contido pelas diversas vezes que não pude argumentar, apenas apanhar calado.
Parte deste período, onde descobrimos as delícias da vida, foi esmagado por uma mulher rude e de caráter austero, tomada pelo desejo de punir.
Devo dizer que, tentando escrever parte desta minha história, o início dela não foi lá dos melhores, a não ser os momentos em que me encontrava fora de casa.
Mas fique tranquilo Apolo, pois lá na frente você vai ver que as surras da vida me transformaram e as cicatrizes foram curadas com sabedoria.
Dela, hoje, já não sinto mais falta alguma, pois sua inflexibilidade não resistiu ao tempo e foi para debaixo da terra junto com seus restos mortais.
Desejo-lhe uma boa leitura de minhas confidências, pois assim saberás mais de minhas angústias até me tornar um homem sabido.
Sem mais agora, mas verás que tenho muito a dizer. 

sábado, 23 de julho de 2011

O estranho e seus perigos

Tudo sobre mim caminha em direção ao desconhecido, quando não se faz relação a imagem, associando meu modo de ser ou agir com um conjunto de princípios que valorizam minha ação.
Posso muito bem abandonar determinada característica quando a relação distante entre eu e o outro não principia mais desejo de contribuição.
São momentos como estes, enigmáticos, que torno-me uma ameaça, uma provocação às relações, sobre tudo aos hábitos insuportáveis de alguma importância.
Na mais violenta forma de tratar um assunto distante, solicito a influência das palavras e das idéias.
Todo cuidado é pouco comigo mesmo, sou improvável quando a resposta não sou eu.
Este é um exercício sem forma, pois tudo aqui não passa de uma simples reflexão, um hábito, métodos do pensamento.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Noite mal dormida

Estado de repouso intranquilo, série de imagens que estremece as pálpebras.
Difícil dizer o que reproduzia tal sensação, já que estava completamente em transe, repousando.
A libertação dos hábitos diários é o esquecimento de uma consciência artificial, provida apenas por algumas permissões durante determinadas horas.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Evolution is so creative

Já não se faz mais o que faço neste momento. Sentar à janela e descrever o que se passa distante, lá fora, onde os transeuntes percorrem seus dias à procura da vida perfeita.
Longe de mim falar de personagens com interesses financeiros, cegos pelo trivial desejo de consumo.
Tenho cautela suficiente para evitar narrar essa vontade miserável, que de fato são.
Gosto da inquietação, essa terrível maneira de alcançar as vicissitudes que a natureza obriga-nos, em determinado momento, subjugar nosso entendimento como ser presente em uma atmosfera contínua, pertinente à um progresso de dúvidas relativas ao seu desenvolvimento.
No fundo, este este fio-condutor, faz com que refutemos nossas antigas dúvidas sobre os mecanismos inseridos a nós mesmos, como forma de um novo registro, uma nova fase, na qual avançamos lancinantes, prontos para uma nova etapa.
Identificada a origem do confronto interior, diagnosticado sua sutileza, abrimos caminho para um estado de desenvolvimento completo.
Uuuuffa... salvo pela consciência, mais uma vez venço minha fraqueza, esse descontrole que acumularia uma descarga negativa, embriagando meus sentidos.
Venci você!
"O circuito da imaginação é ensinado a reagir das menores deixas".

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Não acrescento nem aumento

"A crença de que os homens são iguais é absolutamente indefensável e deriva-se apenas do fato de serem feitos da mesma maneira."

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Escrevendo por títulos

No mundo de Sofia, avistei o pequeno príncipe. Era 1984, a era das revoluções.
Ali, naquele admirável mundo novo, vigiar e punir era a arte de ter razão.
Elogio da loucura ou a religiosidade nos limites da simples razão?
Sob a crítica da razão pura, assinava o tratado sobre a tolerância dentro das regras do método sociológico, em defesa da sociedade.
Pura microfísica do poder em defesa da investigação sobre o entendimento humano.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Colecionando impressões

Outro dia, vi um senhor próximo a minha casa que avançava cautelosamente em direção ao posto de gasolina em poder de uma caneca, dessas de plástico que costumavam servir achocolatado aguado no intervalo do primário. Pediu ao frentista uma dose e saiu em disparada.
Embora eu não saiba qual o objetivo do velho, resolvi manter distância do que poderia ser o fim dessa história.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Vítimas de minha consciência

Devorando o dia, consumo àqueles que, por mediocridade, não alcançam a sabedoria das dúvidas perante o avanço das idéias.
Destes, eu mantenho distância previsível, arrebatando, lançando fora toda simbologia e divindade.
Estas são respostas à efeitos imediatos dentro de uma abordagem composta de elementos característicos.

sábado, 9 de julho de 2011

sexta-feira, 8 de julho de 2011

terça-feira, 5 de julho de 2011

segunda-feira, 4 de julho de 2011

sexta-feira, 1 de julho de 2011

quinta-feira, 30 de junho de 2011

A relação da proximidade do outro

Considerando que todos, em determinado momento, nos aventuramos em diferentes combinações que permite uma aproximação que nos conduz ao elemento que desperta interesse físico, material ou espiritual, concluo que: minhas observações diárias são formas de representações de um jogo interminável de simulações do qual nos atrai o desejo de admiração por algo ou alguém.
Ambição ou cobiça?

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Curitiba, estamos no final do mês de Junho.

A chuva pode não cair, mas o frio insiste em deixar o céu encoberto por uma névoa escura. Assim como meus pensamentos, obscurecidos por inúmeras tentativas reflexivas, onde por vezes, a náusea toma conta e dificulta a compreensão das cousas, remetendo perplexidade à imaginação.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Sól' amô

por: Rodrigo Francisco Barbosa

“Sól amor vale tudo na viidaa, sól amor é a inspiração” De um fusca com uma das portas abertas oscilava essa melodia que tragava todo o obscuro bar e as mesas do lado de fora responsáveis pelo contorno da esquina da rua Teodoro Magalhães com a travessa Jaqueline Esmeralda. Por pura coincidência, da qual os convivas do bar certamente se orgulhariam, esses dois nomes foram responsáveis no passado, por um grande rebuliço na cidade. Teodoro Magalhães, o afortunado bancário de brilhantina e olhos doces perdera a cabeça pela rameira Jaqueline Esmeralda, a mais polida e travessa das rameiras da cidade. Desesperadamente apaixonado pela rameira, mas sem conseguir êxito com a mulher de todos, Teodoro enforcara-se na frente do prostibulo Pinga de mel número 66. O caso foi que a população, mais do que ocultar aquele descaminho, tratou de validar o último pedido de Teodoro, aquele homem de extrema influência pública. No bilhete no bolso esquerdo do paletó estavam grafadas em letras garatujas as seguintes palavras: “Só o amor vale tudo na vida, sem minha Esmeralda que me arranquem me a cabeça e quem dera outrora um dia um visitante desta cidade odiosa encontre-me em nome completo de cartório junto com minha Esmeralda em nomes de ruas que se encontrem numa esquina”. Assim diziam. Mas tudo isso era apenas um dos mitos daquela cidadezinha conhecida por seus inúmeros bares e igrejinhas. Valha-me deus! Quase que numa celebração, homens gordos e queimados pelo sol ouviam na porta do Bar da Esmeralda essa melodia de amor. Sem ao menos suspeitarem, enquanto suas peles reluziam ante o sol ardente, riam-se sedentos por aquela felicidade dos povos do sol, a ponto de levar a loucura qualquer visitante que, com olhar interrogativo perguntava-se a si mesmo com que direito aqueles homens asquerosos de rostos rugosos tinham de celebrar ali, tão gratuitamente aquela felicidade ardente. Ninguém, sequer nosso amigo forasteiro que não fora um dos iniciados convivas, teria o direito de compreender que tratava-se de um ato divino; tão divino quanto isso significava também, humano. Celebravam a perda da cabeça do homem de brilhantina que não suportava viver sem que fosse nos braços de Esmeralda: “sem amor a esperança é perdida, por amor escrevi esta canção”...continuava então aquela felicidade suada num compasso melodioso tarde a dentro.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Da concepção ao definitivo

Todos nós somos cópias de alguma coisa e nos apossamos disso inconscientemente ou não.
Só não admitimos isso. Todos!
A constante procura de uma identidade por parte do indivíduo, é uma presente exposição de sua busca incessante em representar algo que interiorizado, lhe causa bem estar ou vontade de poder, num exercício de desejo realizado.
Porém, neste trajeto todo, há várias fascetas a serem trabalhadas como desenvolvimento do caráter individual e percepção de conceitos estéticos ou simplesmente visual.
Dar a entender que determinado indivíduo representa um conceito a ser seguido, pode acarretar na consequencia dos fatos ligados ao ponto de refrência.
Muitas das vezes, mal-representado ou mal-interpretado pelo interlocotur.
Daí o fato das sequentes indagações articuladdas na construção daquilo que foi criado como forma de representação de um ideal, hoje com forças suficientes para mover constantes articulações dentro do meio que a representa.
Fazer parte ou apenas saborear as palavras e passá-las a diante, vai além da produção criada sempre que tentamos defender algo que gostamos ou acreditamos.
O desejo de ser algo representativo, passa a ser valorado, porque dele virá o retorno como forma de reconhecimento.
Vocês compreendem?
A estrutura foi criada apenas pra manter um desejo que não põe em prática nada de concreto, a não ser a sensação de saborear instantes mínimos e que não propiciam conquistas paupáveis em nenhum momento.
Ofereço-me um café neste instante, pois não desejo ser nada neste momento.
Indecente... coisa de gente!  

Uma história da guerra - John Keegan

Por: Eleotério de Oliveira Burrego

Vivemos tempos estranhos, muito estranho de muita paz, paz demais.
A barbárie parece só existir para alguns insanos que massacram a mãe, o pai e as vezes, sufocam ou mesmo dão um ou mais tiro em  filhos ou até vizinhos. Tem até moda de entrar em escola e massacrar inocentes, explodir trens, metrôs, ônibus.
Não esqueçamos que teve um mais elaborado, que conseguiu reunir um monte de amigos, sequestraram uns aviões e jogaram-se sincronizadamente em alvos escolhidos detalhadamente na maior potência do mundo, e mandaram para as trevas um monte de indivíduos que não tiveram os seus porquês respondidos, estão lá junto com aquele pó de tudo aquilo que era um baluarte personificado da primeira potência mundial.
Depois tem algo mais incrível ainda! Tem de serem pegos os culpados. E bota mais indivíduos atrás de tal fulano, causador de tal coisa. Quantos não forma mortos e ainda são, quantos ainda sofrem as consequências de tudo isto.
Se formos para a leitura da história e tomarmos ciência de relatos documentados da carnificina praticado por nações, povos, aldeias, grupos é de se ficar estarrecido.
Quando senhores viris, heróis de seus povos empunharam uma lâmina enorme em suas mãos e retalharam ao meio cachorros, galinhas, plantas, qualquer coisa que significasse
vida, pois os objetos primeiros já tinham passado pelos fios de suas espadas, homens mulheres e crianças, a ordem era não deixar pedra sobre pedra.
Quando juntamos as historinhas e vemos que somos descendentes de um bando de porcos e bandidos que usavam o lugar para tirar riquezas do chão com sangue e suor de outros povos para o bel prazer de seus governantes, é de se ficar pasmo.
Este livro abre nossa mente para uma pesquisa que está presente na nossa frente com acontecimentos do dia a dia e com o passado documentado também. Traça um perfil desde o alvorecer de nossa existência, que trazemos este instinto imanente em nosso ser: destruir o outro que não segue nossos preceitos. Será isto mesmo nossa sina!? Pela história vemos que é por aí que caminhamos.
Nos diferentes povos em diferentes épocas é minunciosa a exposição de como se usou a eliminação sanguinolenta de outro para se edificarmos o que somos hoje.
Juntamente com a evolução da sociedade, conseguimos a base de muito sangue, conseguimos a evolução tecnológica que nos satisfaz hoje nos mais diversos setores.
Este livro é um índice excelente para irmos ler a história de outra forma, pois este perfil sanguinolento da raça humana fica bem exposto, desde os primórdios do agrupamento dos homens. Demonstra que estamos mais do que nunca com as garras afiadas para o próximo embate, vide em revistas o quanto aprimoramos os mecanismo de matança. Está na pauta dos governantes se equiparem com o que há de melhor, o que causa mais estrago, o que mata com mais eficiência e não esqueçamos o artefato adorado por todos e que é o mais letal, é o cala boca de todos, que foi usado só uma vez, mas seus efeitos existem no imaginário de todos, poucos o tem e muitos o querem: a bomba atômica.
Este é o ponto em que estamos, temos uma forma de inclusive se eliminarmos. No entanto as escaramuças ficam restritas a certos locais ou só se ficam na expectativa. Fica patente neste livro que o homem sempre subjulgou o mais fraco com a morte para garantir seu status de mais forte.
Ou estamos todos do mesmo lado ou tem um monte por aí prontos a medir forças, pois todos tem em seus quintais, seus tanques, seus aviões, suas bombas, seus exércitos e principalmente sua história mal contada e suja de sangue, muito sangue. Querendo limpar ou sujar-se mais ainda.


ATT.:ELEOTERIO DE OLIVEIRA BURREGOeleoterioburrego@hotmail.com

terça-feira, 21 de junho de 2011

O Crepúsculo da Feijoada Verde

Por: Rodrigo Francisco Barbosa



O presente texto trata-se de uma espécie de arguição pública acerca da resenha feita pelo Xerox em seu blog[1] da Feijoada Verde realizada no dia 11 de junho de 2011[2].
O “tom” da crítica já nos parece um indício de uma possível reflexão acerca da legitimidade atual do evento: como parte de um dos idealizadores da Feijoada Verde, o que significa uma crítica como a que o Xerox nos apresenta? Algo mudou consistentemente que contradiz qualquer “princípio” (se é que tenha algum) da realização desta festa? Analisemos tal indício e em que medida o “tom” do texto do Xerox pode ter contribuído para mal entendidos do ponto de vista pessoal, principalmente.
Este indício de que “opa, alguma coisa mudou aqui” é interessante para refletirmos numa escala mais geral sobre a própria compulsão de, na vida, fixarmos uma coisa que jamais, em princípio, poderia ser fixada. Este problema por mais abstrato que pareça é tão cotidiano como respirar: você se lembra de quando se apaixonou perdidamente por alguém e, num dado momento sentiu que, ao usar um “eu te amo” isso já não significava quase nada mais para a outra pessoa? É disso que se trata: a promessa de tentar “fixar” este amor é de uma origem incompatível com a natureza da paixão que flui como o rio de Heráclito. Trata-se de, usando a metáfora de Fitzgerald, negligenciar as microfissuras que acontecem na porcelana, da qual não vemos, mas num dado momento trinca toda a estrutura sem ao menos desconfiarmos: a aparência intacta da porcelana não nos permite ver as microfissuras que, na própria fluidez das coisas, arruína-a lentamente desestruturando uma estrutura que tínhamos como assegurada: eu te amo já soa estranho!
Tal sentimento deve ser pensado no âmbito das modificações já evidentes como destaca Xerox: “Na presente edição, não pude colaborar como nos anos anteriores[...]”. No tocante a tais modificações, acredito que não se trata aqui de endossar uma posição nostálgica em relação a “como era” e “como está” por parte do Xerox – parece-me que se trata de outra coisa. Acompanhando o “tom” do texto e, a partir de conversas que já tivemos, trata-se, como me parece, de um olhar agudo para uma rachadura precisa nessa porcelana underground de nossas vidas: A Feijoada Verde em seu transcurso promove reflexões mesmo que sutis no âmbito da exploração animal, no âmbito da exploração humana e de como levamos nossas pedras até o topo da montanha do cotidiano como um Sísífo contemporâneo?
Isto fica bem claro em passagens como: “Disso tudo vem o estímulo para se elaborar GIGs bem estruturadas e proporcionar espaço para inclusão de alternativas práticas dentro do contexto 'libertação animal'" em que a preocupação do Xerox é, basicamente, em relação aos efeitos reflexivos que, por exemplo, o peso do nome da festa “Feijoada Verde” possa acarretar. Essa preocupação reflexiva, de multiplicação dos efeitos de reflexão sempre foi um dos traços do punk e, não de modo diferente, aparece também no texto relacionado às bandas: “a favor de ideias a serem expostas de maneira que cause questionamento”. Esse é o espirito do punk, do “do it yourself” e não apenas deles.
Este me parece ter sido o ponto fundamental que, devido a ausência de uma explicitação maior por parte do Xerox, pode ter gerado algum tipo de ressonância pessoal indevida, quer dizer, uma ambiguidade fundamental acerca do que se gostaria de dizer e, neste caso, criticar. Neste ponto o Xerox tem todo o direito de me corrigir numa possível réplica, mas a partir da análise desse seu texto posso dizer, com toda seriedade que, o caráter multiplicador de sua crítica reside exatamente em não deixar de lado um problema que é central não apenas em relação a Feijoada Verde:  o não reconhecimento da fluidez, do fluxo das coisas e da mudança que não só deve ser ressaltado, mas coroado como parece ter feito o Xerox em meio a microfissuras que ele também, em certa medida, fora responsável por desenvolver: não parar de fixar (coisa impossível no humano), mas reconhecer os limites da fixidez e, se possível, não temer morrer no auge como uma Marilyn Monroe.   


[1][1] Xerox é o codnome do meu amigo Juliano mantenedor do blog www.xeroxandcopy.blogspot.com e do projeto musical www.myspace.com/xeroxandycopy.
[2] A Feijoada Verde é um evento realizado desde 2005 pelo pessoal da contracultura punk-hardcore da cidade de Ourinhos interior de São Paulo. Este evento passou a ser realizado após um grupo de ativistas que protestavam contra a realização do rodeio na FAPI (Feira Agro-pecuária Industrial) serem brutalmente espancados, tudo documentado neste vídeo (http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2005/06/319757.shtml). Em resposta ao acontecimento, e a anual presença de exploração animal na Feira, os ativistas se dedicaram a realizar este evento todo último domingo da Feira em que aconteciam shows, debates, amostra de vídeos, e troca de experiências entre grupos e indivíduos ligados ou não ao ativismo político. Cobrando um valor irrisório para a entrada (que oscilava entre 3 a 8 reais), ao término das bandas é servido, já incluso no valor, uma feijoada vegetariana para todos os participantes.

Leia o Texto integral do Xerox sobre a Feijoada Verde.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Matando o seu deus.

- conversamos tanto até então e percebi que você é um rapaz muito inteligente!
- você acredita em deus?

- não! já superei esta fase.

*de uma conversa extraída entre eu e um cliente no trabalho.

sábado, 18 de junho de 2011

Feijoada Verde

Pela oitava vez, encaramos mais uma difícil jornada inspirados na necessidade de nos relacionarmos com indivíduos que praticam ou acreditam agir da mesma maneira em determinado ponto de vista.
Na presente edição, não pude colaborar como nos anos anteriores, devido à mudança e acontecimentos no caminhar de minhas atividades.
Ignorando alguns conflitos que se restringem a mim, fiquei extremamente satisfeito com todo o aparato (isso inclui desde a divulgação até o encerrar da GIG) organizado por todos que de certa forma contribuíram para que o evento chegasse a mais um resultado positivo, como sempre esperado.
O dia estava bem agradável, uma bela definição para pegarmos nossos instrumentos e tocarmos o mais forte possível a favor de idéias a serem expostas de maneira que cause questionamento por parte de quem as recebe.
Não que seja necessário interrogar-se, isso não é uma imposição, mas que seja uma catarse onde o propósito de estar ali não fique apenas no desfilar de uma prática que não corresponde com o exercício a se realizar.
A diversificação musical das bandas a se apresentarem, em determinado momento, causou certo estranhamento por parte do público.
Alguns saíram dali sem entender, e não precisam na verdade, a apresentação do “Out Track Record’s”, pra mim, o show mais interessante do evento, justamente porque não se prenderam ao contexto do acontecimento.
Há de se reconhecer, que todas as outras bandas a se apresentarem, (S.D.C., Beer Buk Trio, Sarcastic Deformity e No Hit Wonder) tiveram o seu momento de empolgação e o fizeram da melhor maneira possível, contagiando e envolvendo o público presente.
Pois ao meu entender, a música é admirável por todos dentro de suas especificações e gêneros, sejam eles bem produzidos ou não.
Disso tudo vem o estímulo para se elaborar GIGs bem estruturadas e propiciar espaço para inclusão de alternativas práticas dentro do contexto “libertação animal”, acabando assim, com a distribuição ao término do evento, da excepcional “feijoada vegetariana”.
A discussão agora a ser impregada, é se o futuro desse evento irá manter as origens dos debates sobre um assunto do qual pouco dos organizadores se dispõe a prática.
Enfim, o resultado está aí, mais um ano em que idéias valiosas são postas em prática a se confrontarem com o espetáculo da ignorância
Transforme sua orientação em práticas cujo cumprimento, é obter novas formas e perspectivas de pensar e encarar interesses de nossa espécie.
Juliano (Xerox)

quinta-feira, 16 de junho de 2011

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Primeiro ato do dia

Rua estreita, transeuntes indignados com o abuso da autoridade.
A extorsão da equivalência em força para obter resultados para uma sociedade esquizofrênica, saturada de suas repetições.
Precisamos é de habitantes obstinados como os de Sherwood, com táticas das quais surpreenderiam nossas autoridades.
Começaremos compreender quando essa falta de interesse quanto a nossa real representação nesse processo de desafio contra nós mesmos?

terça-feira, 14 de junho de 2011

A ciência da sabedorida

Divulgar as idéias, dando sentido e profundidade ao desejo inconsciente de uma nova maneira do pensar, estimulando assim, a reflexão por meios investigativos de compreensão do universo das cousas.
O mais útil dos conhecimentos é conhecer a nós mesmos.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Arquitetura da (des)construção

Reprodução na íntegra, com direito às iniciais.
O efeito de reproduzir é uma condição da vida.
Libere seus direitos.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Figurativo, ou quase isso.

Você faz idéia das idéias que fazem à seu respeito?
A divisão de um pensamento controverso, embasado na percepção do outro.
Muito das impressões relacionadas à nosso respeito, principia-se no apontamento de algo a preceder a tentativa do outro de identificar a ausência daquilo que nem mesmo você percebeu.
A criação de uma situação da qual o elemento a ser estudado se quer sabia existir.
Torna-se complexo a tentativa de entendimento, e nós sabemos disso, baseando-se apenas na representação idealizada pelo proponente da ação.
Quebro o rítmo e consumo apenas o momento particular que ocorre a memorização de todo o círculo de informações que me fazem sentido.
O sentido aqui é apenas o fato, a circunstância.
Sem ele, não poderia falar que tudo isto daqui não passa de observações.
Explore seu momento!

Vai entender

...um ser que teme mais o escândalo que a doença.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Histórias extraordinárias

"...fico quieto pra não ficar louco com esses conhecimentos que me tornam mais ignorante do que eu era!"

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Evite permanecer nesta área

De baixo de um outro céu, onde o conhecimento não requer cobiça.
O desejo do saber ainda vai durar muito.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Enfim, tudo parece old.

É revoltante pensar que não escolhemos nada.
O tempo se impõem sobre nós, sobre tudo, a nos surpreender com seus mistérios, resultados de uma porção de fatos inexplicáveis que dão condições há um absurdo relacionado a um sentido legítimo.
Porcaria de raciocínio, só me leva a aborrecer-se com atitudes alheias.
Não sou mais um adolescente, meu retrato já não é mais o mesmo.
A delicadeza do tempo deixa suas marcas, como se não sobrasse espaço pras lembranças.
Tudo muito devagar, tomando parte de um tempo que já se foi.
Resistir a tudo isso, é impor um certo limite ao tempo e seu processo de adquirir novas formas.
O retrato de Dorian, deixando para trás o jovem cheio de fascinação por um mundo primoroso, já esquecido pela deterioração do tempo.
Se posso fechar a janela pra espantar o frio, mantenho meu corpo quente e meu café não esfria.
Por tanto, fico escrevendo por mais tempo, pois minhas mãos se mantém aquecidas, mas o coração em desespero com tudo que acontece com minha mente.
Escrevo para aliviar a ansiedade.
"O tempo destrói tudo!"

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Curitibanos urbanos noturnos

Lata na mão, dentes rangendo, o prazer do mal, o gozo imediato da adrenalina sobre a necessidade incontrolável do vício.
Terrivelmente petrificados, cristalizados pelo consumo contínuo.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Descrição ou um certo sentimento onírico

Dois pares de tênis, um deles esteve comigo hoje.
Na cômoda um bilhete pendurado, uma arte-manha da minha paixão.
Corro os olhos, nada me prende a atenção.
Três garrafas e um copo vazio sobre a mesinha do café da manhã, tudo muito figurativo.
A música me desconcentra, ela parece tomar-me de assalto.
Ando relapso com minhas roupas, todas espalhadas, como se alguém não habitasse ali.
É 22:12hs; não faz tanto frio como ontem, o outono começou rigoroso.
Acabei de receber uma visita, mas hoje ele veio prum compromisso... como sempre, adoro quando aparece.
Mas já foi embora.
Sinto que a paixão me deixa distante, me consome.
Sou um homem romântico, puro prazer em me doar por um amor.
Isso nutre uma vontade que permeia alguns desejos.
Vontade de estar juntos!
Talvez não acabe meu raciocínio, pois ando completamente retido sob sua influência.
Passo os dias pensando como isso me detém, dominando minha atenção.
Puro compromisso com a dinâmica da paixão.
Estou sob seu domínio!

sábado, 30 de abril de 2011

Você

O cérebro, o bulbo automático, válvulas, outras cavidades com passagens sobre sistemas internos com linguagem programada.
Tudo planejado.
A máquina maravilhosa projetada a avançar por circuitos e reflexos de um sistema inconsciente.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Mudam-se os tempos

Calado sobre uma desorganização, da qual surgiu a dinâmica do reter palavras.
Mudo estou sobre olhares dispersos.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

O cego que não era

Abre-se a porta do coletivo, o casal entra... ela descontraída, ele de óculo escuro e dissimulado, faz-crer não enxergar.
Derrepente, uma indagação por parte dela.
Ele, rapidamente se vira e passa a olhar desconfiado.
Nessa hora, nota-se que sua cara-de-pau é superada pela dúvida de ter à sua companhia alguém que remeta uma disputa de olhares.
O ônibus para, desço pra não ter de voltar um ponto.
Posso até dizer que tudo isso foi muito espirituoso, apesar de tudo, temos qulidades adequadas em fabular nossa existência.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Obstrução do conhecimento.

Cegueira secular, sobretudo, diante à distinções das questões igualmente produzidas pela capacidade de representação.
Assim, movido pela interlocução, talvez seja possível contornar o significado da natureza humana, ou reconhecê-la pela amplitude de sua transformação.
"O homem é um animal vicioso".

quarta-feira, 20 de abril de 2011

sábado, 16 de abril de 2011

Pressupor

Eu lhe disse... conjeturas à dar-se a entender antecipadamente as rusgas pelas quais a sucessão de dias nos força a observar.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Nota

Por esses dias tenho andado dividido entre escrever pro blog e finalizar uma nova edição do zine "A TRAÇA", impossibilitando assim, de escrever diariamente e mantê-lo atualizado.
Enfim, não posso dizer quanto tempo isso levará.
Mas quem tiver interesse em receber o material em formato físico envie e-mail para: xerox_copia@yahoo.com.br
Me entrego assim, onde começa o abandono dos valores existenciais e começo presenciar o absurdo.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Estou de volta, entre embarques e desembarques.

Funciona assim...
Você acorda, toma banho, se veste, toma café, escova os dentes, improvisa uma melodia, sai correndo porque está atrasado.
Chega no tubo e todos te olham, você não faz sentido pra vida deles.
O ônibus chega, embarco torcendo para que não haja empatia por parte de ninguém.
Em outros tempos até gostaria de conversar no coletivo.
Na captura de uma nova cena, retoma-se a mesma jornada.
Fim da linha, todos os passageiros devem desembarcar.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Anônimo

, implica;
, então;
, se somente se;
, equivalente;
, qualquer que seja;
, existe, existe pelo menos;
, um, existe um;
, e; conjunção;
, ou; disjunção;
, semelhante;

terça-feira, 29 de março de 2011

A dimensão de tudo

Lá fora, tudo muda a cada pensamento, tudo se aproxima a cada arrancada.
Velozes pelo caminho mais curto, articulados por vias expressas.
Lá longe, há imagens estáticas, como que pintadas à mão.
Todos dirigem-se para algum lugar, escondidos sobre suas interferências, completamente irracionais perante a natureza que os antecedem.
E neste canto da cidade, obstruído por um pensamento em alguém, tento diluir a noite mais densa de um sono profundo.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Área de interesse

Supostamente, a minha mente exercia sobre mim uma pequena vantagem sobre formas fixas.
Deixei-a então, considerando as remotas manifestações, sentenciar-se de maneira a diluir a falsa ideologia do tempo a se perder. 
Construí assim, involuntariamente, uma luta constante com um discurso pré-concebido de um pensamento organizado que me permitiu através de códigos e sinais, atribuir dimensão à movimentos presos sobre imagens. 
Canalizei-o, abriguei som e sentido.
Ironia...
"Escrevo o que posso, no dia em que vou vivendo".

sábado, 26 de março de 2011

quarta-feira, 23 de março de 2011

Esta estória contém apenas quatro parágrafos.

Eu estava indo almoçar quando fui abordado por um senhor de barba grisalha, quase que cobrindo toda sua face.
Já sem fôlego e com uma voz apagada pelo cansaço em demasia, olhou-me desconfiado e disse:
- Eu sei bem quem você é!
Ele até parecia alguém conhecido, mas já morto.

terça-feira, 22 de março de 2011

Traçando formas dramáticas

O amanhã é feito de acontecimentos ulteriores dos quais, por vezes, a razão impera e coage o desenrolar de um ciclo da ação ininterrupta.

segunda-feira, 21 de março de 2011

O mais recente raciocínio

Ando inquieto com alguma coisa, da qual a natureza do outro impera sobre uma reflexão incontida no mais puro recesso de meus anseios.

sábado, 19 de março de 2011

Observante

Faz uns dez minutos que não passa um único ônibus.
Pela localização da minha casa, isso só ocorre na madrugada.
...acaba de passar um, praticamente vazio, e os passageiros, pelo que observo, esgotados por aquilo que pode ser a causa de todo o desmérito do esforço humano.
A Meg (gata) está sobre o para-peito, talvez eu entenda menos que ela este ciclo todo, devido minha racionalidade.
Parar de pensar não vai eliminar o sentido das cousas.
Paciência, vou ficar pensando até não ter mais o que escrever.
I finished the bottle.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Isso foi ontem à noite.

Hoje resolvi inovar, sei lá... apreciar melhor um Saint German de uvas Merlot.
Apaixonei, tinto meio seco.
Só pelo rítimo da coisa, é possível que não leve tanto tempo pra se esvaziar.
Enquanto isso, entre goles e pequenas tentativas de se esquivar do mundo lá fora, coloco em prática aquilo que devo chamar de: possibilidade de agir segundo a própria vontade.
Trata-se de uma capacidade de identificar uma atividade regida pela elaboração de idéias e raciocínios.
E somente através da escrita posso passá-las adiante.
É possível que em meio de dezenas de recordações eu descubra uma coisa ou outra.
Sou tantos diariamente que não me recordo dos frequentes deslizes sobre evocações líricas.
Torno-me impossível vez e outra, apoderando-me de uma situação na qual domino meus interesses sobre aquilo que me fascina.
Entre conflitos dramáticos e palavras soltas, beberico mais um gole, que ganha mais significado entre a magia do esclarecimento sob formas variadas.
Eu só tinha enchido um copo pra tentar parecer um momento de lucidez.
Como é bom saber que o outono está chegando.

quarta-feira, 16 de março de 2011

O pijama do menino listrado

Já não se caracterizava mais pela formação, pois o ambiente o modificava, causando o aborto entre a escolha de representar algo semelhante ao retrato de Dorian.
A ideologia já não encontrava-se mais diante das histórias extraordinárias.
Agora vive em função, ou a desejar uma viagem ao centro da terra.
Em contraponto, vive em regresso ao admirável mundo novo.

terça-feira, 15 de março de 2011

segunda-feira, 14 de março de 2011

Edule

Fosia: sensação subjetiva de luz ou de calor.

Féeria: do francês; magia, fantasia ou deslumbramento.

Pantim: notícia alarmante.

Aurito: de orelhas grandes.

Inédia: abstinência completa de alimentos.

Cardápio do dia; Alimente-se bem!

sexta-feira, 4 de março de 2011

quarta-feira, 2 de março de 2011

Dois dias de março, volta a fazer frio em Curitiba.

Fim de tarde, os transeuntes deslocam-se apressadamente em busca de um melhor espaço na fileira de pessoas que se colocam umas atrás das outras, pela ordem cronológica de chegada.
O embarque é demorado...
Vá de bike!

terça-feira, 1 de março de 2011

Influência das teorias

Visto que todo comportamento humano é composto por mecanismos semelhantes a uma máquina, onde estímulos exercem respostas com implicações lógicas, abre-se um problema de interpretação sobre tal fato. De que há relevantes aspectos do comportamento que não podem ser ligados à estímulos identificáveis.
Partindo do ponto de vista da aprendizagem social, observa-se um termo do qual não se utiliza vantagem dentro de níveis de condicionamento.
Por exemplo: a observação de filmes, visto do ponto de vista do desenvolvimento de uma aprendizagem, implica na lógica de que nessa atenção deve centralizar-se apenas no estímulo e não no organismo reprodutor de respostas.
Uma vez apresentado isto como modelo teórico, tende-se a explicar as complexidades envolvidas no comportamento da aprendizagem social.
Desde que não haja mudanças de comportamento, como já dizia Skinner: "as contingências contem razões que as regras jamais podem especificar".
Isto pode indicar que o condicionamento, assim como a extinção do mesmo, podem ocorrer quando a resposta tem a sua ocorrência física impedida.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Obrigado a aquiescer.

Com febre e gripado, não encontrando concentração pra nada, desviei a atenção da rua e mergulhei num sono completo.
Melhor assim, pois bem sei que somos um organismo prestes a definhar.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Eu indico.

Eu indico o livro "Minha mãe morrendo e o menino mentido" de Valêncio Xavier, simplesmente porque ele não se preocupava com uma estética previsível, vigente nas obras literárias padronizadas por exigências acadêmicas.
Praticamente um "fanzine" em formato de livro.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Curitiba, 16 dias de fevereiro. Já é noite, faz frio e minhas mãos estão geladas.

Agora de pouco, antes mesmo de escrever isto, estava na sacada de casa, já que tenho o privilégio de ter uma visão tão ampla, tentando observar, ou apenas observando o movimento, preso em algum pensamento distante, quando surgiu em mim um segundo pensamento, só que este mais racional:  desde que me mudei pra cá, não escrevi nada aqui, preso sobre telas que me dão uma visão em formas de desenhos geométricos.
Não sei se por falta de tesão ou algo parecido, não me agarrei a caneta e disparei a escrever até esgotar o desejo imensurável de transcrever tantas imagens que somente eu, agora, poderia descrevê-las através da escrita repassada por minhas observações.
"Quando o único objetivo da mente é o tempo, o tempo não passa."

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Onde se viram maiores

Sobre as águas de Narciso, constitui o reflexo de um tempo vibrante, sobretudo a trama inquietante da consciência sobre a natureza do ser.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Conúbio; enlace da perda de um estado ou condição de ser livre.

Sonho dileto, interrogações que irão transformar seus dias despreocupados e livres, em dias compactos de deveres e responsabilidades.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

D'autores n'ato

Montei o Lobato em sonho
Danad'arisco cavalo;
Entre cores na Quitanda do Mário
Detive-me a limpeza
Apanhand'o Manuel Flanela;
Feit'a peleja estaquei na telinha
como o faz Dalton Televisão:
nela vi mais um sobrevôo
inaugurado por Santos Drumont.




por, Rodrigo:
semcentro@gmail.com

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A máquina de pinball


Havia um tempo em que a caneta, e, mesmo lápis corria freneticamente pelos cadernos, folhas soltas ou qualquer outro objeto deixando indelevelmente belos registros memoráveis, gostosos, que elevam nosso espirito a um estado magno.
Hoje o cursor do computador corre absurdamente num frenesi tresloucado inundando papéis, telas, mercado, tudo. É uma avalanche total frente aos olhos, publica-se de tudo e fala-se tudo, o singelo se funde ao brutal, o sério ao filosófico, enfim a torre de Babel instalou-se. Como interagimos de alguma forma, querendo ou não, só nos resta ficarmos absortos ou dotar-nos de uma posição crítica, tanto uma como outra atitude, ou temos uma paciência infinita e ficamos estoicos frente a imensa produção ou aprendemos uma forma de absorver aquilo que julgarmos útil. Trabalho Hérculeo.
Dias atrás peguei um livro que tinha visto e olhado várias vezes, uma foto chama atenção, pois é de uma bela moça na quarta capa, encarando, talvez, um futuro leitor, despojadamente.
Tornar-se um Guimarães Rosa, criando palavras, não tem mais, ele já o fez. Usar a combinação maravilhosa das palavras como Drummond também já está feito, descobrir um novo estilo é muito complicado, senão dificílimo, pois o que restou foi construir histórias mirabolantes ou usar a imaginação e ciratividade para narrar o comum.
Clara Averbuck consegue em pouquíssimas páginas fazer a gente querer que fosse um calhamaço, numa prosa gostosa demonstra que não é só uma "moça bonita da capa escrevendo". Toda uma leva de autores aflorou ao mundo atualmente das letras pelas facilidades de exposição , mas poucos coseguem sobressair. Escrevendo de forma muito inteligente, colocando uma história comum de uma garota de classe média, fez uma narrativa em que as gírias e bordões não estão a esmos. Fez notar o que é uma mulher inteligente, independente, sem travas nos costumes e, principalmente na língua. Não é a toa que ocupa uma posição em seu meio, fazedora de opiniões, com blog e outros endereços na mídia.
É uma narrativa que traça um perfil do nascimento da mulher descolada, independente, inteligente de nossos tempos.


ATT.:
ELEOTERIO DE OLIVEIRA BURREGO
eleoterioburrego@hotmail.com

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Curitiba, 31 dias de janeiro.

Não é comum andar por aí e encontrar uma cadeira trepada em uma árvore logo pela manhã no centro da urbe.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Cardápio do dia.

Colendo: venerando; respeitável.

Coio: esconderijo.

Opsigamia: casamento em idade avançada.

Leicenço: Furúnculo.

Suruje: montículo de terra feito pelos cupins.

Boa apetência!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O último a acordar.

Já cedo a vida, preservando a profundidade e o rigor da reflexão.
Reproduzo os acontecimentos em tempo real, acentuo as complexidades e entro no rítmo do sem sentido.
Bom dia!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

É isso que acontece comigo.

O resultado de um sentimento intenso no qual me encontro imerso, anda despertando um afeto dominador e obsessivo, bloqueando resultados que me oferecem tranquilidade e serenidade em definir o comportamento e as manifestações que estimulam aquele que a acompanha.
Não me reservo mais ao pensamento produtivo sem ao menos lembrar os efeitos negativos existentes na falta de discernimento diante de tais acontecimentos.
Ando pejo com essa espécie de receio, que se relaciona com o desejo de conservar a posse de qualquer bem.
Este descontrole emocional, este sentimento doloroso que as exigências de um amor inquieto escarnece daquilo que se alimenta, é o que me tortura.
Não há catarse suficiente que alivie a inquietação de um homem seduzido pela paixão que arde em seu ser pelo prazer de amar alguém.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Uma vida entre três moradas

Memórias intensas de lugares e paisagens impactantes, das quais suscitaram em mim sentimentos instantâneos, sendo estes momentos, os de construção de parte do tempo que ficou armazenado na memória de dias atrás.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Um pouco depois de escrever isto.

Queria escrever isso mas não tinha papel.
Ainda bem que estava num bar, aí me lembrei dos guardanapos.
Enquanto escrevo observo as pessoas que alí estão.
Nenhuma delas me chama a atenção, sou exigente em relação aos comportamentos em lugares públicos.
As pessoas gesticulam bastante quando estão embriagadas.
Uma senhora cruza a rua e do lado oposto um transeunte observa um casal que troca carícias.
O dia está bem bonito, o sol quase se pondo, as sombras dançam entre os feixes de luz.
As conversas no bar se entrecruzam... não consigo entender o que o cara cabeludo quer expressar na mesa ao lado.
Vivo observando, talvez este seja o meu problema pessoal.
Queria escrever mais, só que já enchi o guardanapo de letras... a única coisa que irei encher agora é meu copo.  
Tchau!