segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Curitiba, 31 dias de janeiro.

Não é comum andar por aí e encontrar uma cadeira trepada em uma árvore logo pela manhã no centro da urbe.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Cardápio do dia.

Colendo: venerando; respeitável.

Coio: esconderijo.

Opsigamia: casamento em idade avançada.

Leicenço: Furúnculo.

Suruje: montículo de terra feito pelos cupins.

Boa apetência!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O último a acordar.

Já cedo a vida, preservando a profundidade e o rigor da reflexão.
Reproduzo os acontecimentos em tempo real, acentuo as complexidades e entro no rítmo do sem sentido.
Bom dia!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

É isso que acontece comigo.

O resultado de um sentimento intenso no qual me encontro imerso, anda despertando um afeto dominador e obsessivo, bloqueando resultados que me oferecem tranquilidade e serenidade em definir o comportamento e as manifestações que estimulam aquele que a acompanha.
Não me reservo mais ao pensamento produtivo sem ao menos lembrar os efeitos negativos existentes na falta de discernimento diante de tais acontecimentos.
Ando pejo com essa espécie de receio, que se relaciona com o desejo de conservar a posse de qualquer bem.
Este descontrole emocional, este sentimento doloroso que as exigências de um amor inquieto escarnece daquilo que se alimenta, é o que me tortura.
Não há catarse suficiente que alivie a inquietação de um homem seduzido pela paixão que arde em seu ser pelo prazer de amar alguém.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Uma vida entre três moradas

Memórias intensas de lugares e paisagens impactantes, das quais suscitaram em mim sentimentos instantâneos, sendo estes momentos, os de construção de parte do tempo que ficou armazenado na memória de dias atrás.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Um pouco depois de escrever isto.

Queria escrever isso mas não tinha papel.
Ainda bem que estava num bar, aí me lembrei dos guardanapos.
Enquanto escrevo observo as pessoas que alí estão.
Nenhuma delas me chama a atenção, sou exigente em relação aos comportamentos em lugares públicos.
As pessoas gesticulam bastante quando estão embriagadas.
Uma senhora cruza a rua e do lado oposto um transeunte observa um casal que troca carícias.
O dia está bem bonito, o sol quase se pondo, as sombras dançam entre os feixes de luz.
As conversas no bar se entrecruzam... não consigo entender o que o cara cabeludo quer expressar na mesa ao lado.
Vivo observando, talvez este seja o meu problema pessoal.
Queria escrever mais, só que já enchi o guardanapo de letras... a única coisa que irei encher agora é meu copo.  
Tchau!

Curitiba, ano 11.

A intolerância continua por parte dos grupos de extrema direita.
Aqueles que perpetuam a brutalidade, a bestialidade quanto ao extermínio daqueles que assumem uma postura inversa.
Instituindo movimentos carregados de disputa ideológica que ameaçam e tentam extinguir aquilo que todos costumam chamar de vida.
E agora...; possuir identidade com ideais representativos ou apenas caminhar em direção de um fim que trago como começo?

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O exercício das pequenas coisas

"Ai, ai! Como tudo está esquisito hoje! E ontem as coisas aconteciam exatamente como de costume. Será que fui trocada durante a noite? Deixe-me pensar: eu era a mesma quando me levantei esta manhã? Tenho uma ligeira lembrança de que me senti um bocadinho diferente. Mas, se não sou a mesma, a próxima pergunta é: Afinal, quem sou eu? Ah, este é o grande enigma!"

* trecho do livro Alice no País das Maravilhas.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Sobre uma análise de estilística

O primeiro critério a ser usado quando nos deparamos com textos menos elaborados é o da desconfiança e moderação que ameaça o conteúdo do mesmo.
Isso limita nossa análise de interpretar as coisas simples de um cotidiano saturado pelas complexidades sustentadas por regras que ditam apenas conceitos elevados a um grau de superioridade que visa implantar uma regra de conteúdo para tudo que se escreve.
Mais precisamente, usando de uma ética carregada de restrições que anulam o estágio inicial de desenvolvimento perante fenômenos que vão muito além de regras estabelecidas.
* (de uma conversa com um amigo)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Definindo um parasita

Comportamento individualista inerte;
Dinâmica de liberdade sem sentido;
Especialista em não fazer nada;
Herdeiro da morbidez contínua;
Parasita contemporâneo, reduzido a ser controlado.

domingo, 2 de janeiro de 2011