sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Do barroco aos protagonistas de intensa atividade intelectual

Convencido da necessidade da estreita relação entre o personagem e o rumo do que se constituirá, tirando daí todo seu êxito, sinto em meus nervos a miserável relação de poder, que mesmo por seus poucos minutos executados, reflete a distraí-lo com seu próprio ego.
Muito dificilmente poderei fazer uso da sua amável convicção, pois de onde vem tamanho resultado de formação perceptível, também se agrega valores que resultam em manter-se como algo inflexível.
O senhor se esforça por simplificar seu grande mundo, eu procuro senti-lo sem censuras.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Irresoluto

é melhor você ir embora, é melhor você ficar agora!
ora um paraíso, ora um campo de provas...
tu concede o direito ao outro antes mesmo de se anular de alguma forma.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Não excessivo

Naquela noite, deitado na cama, surgiu a dúvida de que talvez eu não abrigasse em meu coração o que todos costumavam sentir em relação ao outro.
Acontece que gosto de fazer coisas sem restrições, deslocando e mudando em velocidades diferentes, propagando situações inusitadas que se modificam a cada prazer, a cada arrepio da pele.
Foi assim que, algum tempo depois de refletir tal significado, juntei as partes do corpo em colapso e me ofereci uma pausa pra pensar.
O outro é seu olhar, que define e nos forma, despertando outros sentidos, numa cidade que também está cansada.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

E agora, mon ami...

Um dia tão cinzento assim dá vontade de ignorar a vida num lugar deserto.
Tava tão difícil encontrar o desejo quando julguei a vida.
Não devia ter partido. Queria aproveitar cada mínimo movimento, dar uma volta por aí e colecionar o que se arranja.
Nunca imaginei 24hs tão longas quando precisei do tempo.
Subestimei o frio do teu sorriso, agora não haverá viagem contrária.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Mecanismos diferentes

O que me faz sorrir pode te fazer chorar, antes era a ponta dos pés, agora o mesmo se dá com a literatura.
Há muitos mecanismos diferentes para impor a desigualdade entre nós, e alguns desses mecanismos são substituídos quando questionados.
De perto nada é como se espera, todos esses mecanismos são determinados enquanto houver prisões.
Empurrado pelas ondas, arrastando os pés na areia.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Anotações

Era um dia claro de novembro, o amarelo forte refletia sobre os prédios.
A paisagem tinha odor e me fez recordar da noite que passamos anteriormente sobre o reflexo da lua escarlate.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

O diário

A cumplicidade e a revelação de algum desejo ou segredo pessoal não precisam necessariamente ser feitas para pessoas que conhecemos.

domingo, 26 de outubro de 2014

O indiferente

''A gente se cura como se consola: não se tem no coração do que sempre chorar e do que sempre amar''.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

O que quero e devo, também o que tenho.

Convencido da necessidade de estreita relação que temos diante de algumas pessoas, volto à adiar as confissões desse período em desfrute.
O interesse por verdadeiros espíritos pensantes simplifica meu mundo e diversifica as minhas posses.

domingo, 5 de outubro de 2014

Nada, apenas ódio e frio

Numa determinada noite de primavera, observara calado o frescor irônico dando vazão a uma imaginação alucinada.
O frio, não é só ele que nos faz tremer.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

A sombra escarlate

Tentou exprimir o melhor de seu olhar a respeito daquela mancha, sobre a qual era impossível ler sem um frêmito de angústia.
Mas, estranhamente, tudo começou a repassar em sua imaginação.
Enquanto trocava de camisa, pensou que ficaria ainda mais assustado ante a visão daquela cena.
Passou a dormir cada vez menos sobre a angústia surda que experimentava.

domingo, 21 de setembro de 2014

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Por que nós não simplemeste nos unimos?

"A utopia está no horizonte. Aproximo-me dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte se distancia dez passos mais além. Para que serve a utopia? Serve para isso: para caminhar."

terça-feira, 16 de setembro de 2014

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

domingo, 7 de setembro de 2014

Sick of you

Quando uma coisa se torna outra?
Segundo meu camarada invisível, estou fazendo as perguntas erradas, com exceção do próprio ninguém, isolado na vontade do outro.
Eu bem que queria você!

domingo, 31 de agosto de 2014

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Nos dois sentidos

A voz tornou-se subtamente desagradável quando eu lhe disse que em um mundo no qual é difícil ganhar a vida apenas com práticas livres, não estaremos preparados para reconstruir relações humanas se não pudemos não ao menos nos unir em tal tentativa.
Por um patamar decente mais alto ou por qualquer outra coisa, eu insisti em dizer que talvez o mais importante a fazer seja estar lá para que possam contar com você.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

A tua imagem e semelhança

Será assim, frequentemente, hoje e mais tarde, que você, imbecil, não fará nada?
Mas vejam, até isso é aparente.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Existem esteriótipos perversos

Minha conduta mudou, mas meu raciocínio se expandiu o suficiente para perceber o quanto os procedimentos desempenhados anteriormente me faziam prisioneiro de ideias fixas que eu próprio exercia sobre mim.
Acontece também que alguns de nós estamos fartos do bom convívio!

domingo, 3 de agosto de 2014

Esquecimento como potencia da memoria

Mais uma vez fui jogado a avidez transbordante da paciência perante a impotência da não movimentação de um membro.
Neste sentido, dependemos totalmente do cuidado e da necessidade da reflexão, já que o estado mental das coisas está imerso na dificuldade de agir sobre a situação em questão.
No primeiro momento do desespero, buscamos construir dentro de nós sentimentos que compensam ou que anestesiam essa dor.
O que me resta, retomando a epígrafe deste conteúdo, é constituir uma forma positiva sobre novas coordenadas, possibilitando o fluxo ininterrupto do que integra essa viagem.
O que não somos capazes de conceber não podemos dominar.

terça-feira, 15 de julho de 2014

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Quiero decir

Onde se estabelece a liberdade?
Este é o ponto de partida que uso toda vez que me aplico sobre ela ou sou inserido em seus propósitos.
Um número incontável de pessoas encontra-se neste sentido como um auxílio em suportar coisas, desejando um avanço intelectual, que muitas vezes se esbarra na convergência da disposição emocional.
"Tal como para humanidade em seu todo, também para o indivíduo a vida é difícil de suportar."
Forço-me a dizer: "É sempre com mundos que fazemos amor."

segunda-feira, 23 de junho de 2014

quinta-feira, 12 de junho de 2014

quinta-feira, 5 de junho de 2014

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Manhã de um outono lânguido

"Libertar a vida não é algo abstrato. Deleuze pensa que a literatura liberta a vida graças à criação de personagens"
De novo, mais uma ideia de como traçar linhas de fuga.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Pretérito do futuro no passado do presente

A dinâmica de resgatar acontecimentos e sua relação com a verdade e seu exercício, de certa forma, reduz nossa capacidade de desejar o novo.
Assim, imóvel, concebemos a atrofia da qualidade em potencial.
Pois o filósofo já foi límpido: não há instância alguma acima da capacidade de decisão.

sábado, 17 de maio de 2014

A capacidade de viver a dor e representá-la conscientemente

Do ponto de vista corporal, a dor é tão transtornadora que o rastro de sua passagem fica extremamente sensível a novas excitações ou novos investimentos.
Pois ela é um afeto desagradável, conduzida pela expressão na consciência das variações ritmadas das pulsões.
Dito isso, em resumo, cada um sofre à sua maneira, qualquer que seja o motivo de sua dor.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

quarta-feira, 14 de maio de 2014

A paixão da sua vida

"Amava a morte. Mas não era correspondido.
Tomou veneno. Atirou-se de pontes. Aspirou gás. Sempre ela o rejeitava, recusando-lhe o abraço.
Quando finalmente desistiu da paixão entregando-se à vida, a morte, enciumada, estourou-lhe o coração."

*trecho retirado do livro "Contos de amor rasgados, de Marina Colasanti"

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Viver é uma amálgama de dor e alívio

Eram quase duas da manhã quando consegui me deitar e assim tentar por meus pensamentos em ordem. Refletir sobre tudo o que acabara de ver e escutar.
Quanto mais pensava, menos conseguia compreender.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Caminho híbrido

Quando nos deparamos algo já estava superado em termos de medo.
O sono não vinha, talvez por causa da viagem. Não é porque eu estava empolgado com isso.
Enquanto esses pensamentos são postos em palavras você divide a mesma solidão que sinto pelo que me motiva.

terça-feira, 22 de abril de 2014

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Bom dia, tristeza.

Porque sou tão impaciente?
Porque, apesar de já conhecer meus trafares, não consigo dominá-los?
"Não, o melhor é não falares, não explicares coisa alguma."

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Elas nunca dizem o que estão sentindo

Quando eu era mais novo eu via o amor na formação das coisas.
Meus dias não corriam perigo, pois eu era órfão e algumas coisas me divertiam um pouco. 
Então, porque estou tão cego aos trinta e dois?

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Emprestando a fala

Nesses dias em que tudo parece estar impregnado do seu contrário, até da folha branca e muda ando com medo.

segunda-feira, 31 de março de 2014

quarta-feira, 19 de março de 2014

segunda-feira, 17 de março de 2014

Doze cartas à Apolo... pode parecer inevitável


Eu ando com vontade de lhe dizer uma coisa, Apolo. Uma coisa que talvez encerre aqui nosso diálogo, pois o esclarecimento total e detalhado de tais fatos, marcados de decepções e conflito interno, começam a gritar para que a ordem dos fatos devolva a ordem dos pensamentos.
Vivo no segredo da experiência onde perceber tais presenças fazem de mim um refugiado.
Longe de ser uma perseguição ou um fato odiado, mas tornei-me parte da ordem das coisas.
O desdobramento subsequente deste delírio, se é que posso chamar assim, contribuiu para uma terrível inércia subjetiva, resultando na negação do sujeito, ou seja, o reconhecimento chocante de que a concepção do mundo que predomina no pensamento é distorcida, perde-se, por conseguinte, a vida que tal reconhecimento acarreta.
Baseando-me nesse refúgio psicanalítico, retiro-me por tempo indeterminado a lhe escrever.
Que os conceitos dessa escrita lhe esclareça tal atitude.

domingo, 16 de março de 2014

Resenha do fanzine A Traça 014-1 - edição bilíngue



Acompanho este trabalho desde, não sei bem. Faço dele um abrigo paciente, e às vezes enalteço com tudo que sei, mas também o que não sei. Gosto de considerá-lo como um diálogo filosófico. “Não pra trás” seguindo à própria experiência de análise, cria-se um monólogo sobre advertências e dúvidas da existência. Como neste trecho: “Se eu contar como me senti diante do abismo, preso no amanhecer da noite sem sono, mergulhado num vazio existencial, provavelmente nossos laços seriam a corda sobre o abismo”. Quantos entre-laços podem ser criados diante do fim? Em quantos vieses podemos interpretá-lo?. São formas que capturam uma duvida futura e, sabe-se que é interminável. Há quem trabalhe em livrarias, que vende autores de encomenda e esquecem os livros. A literatura fica para depois, também está indiferente a este zine. Quanto ao autor, já tentei convencê-lo outra vez. Por que este é um fanzine dos quais “não se troca”, não se esquece. Mas como o próprio define, este é uma espécie de exercício: "a construção será mínima para a máxima do construído. A traça destrói tudo."

Por: Caio Souza Nascimento

segunda-feira, 3 de março de 2014

Era uma vez um corpo

O tempo é mentiroso no interior deste pensamento, apesar de, lá fora, as pessoas celebrarem as horas, dada a imobilidade diante de si.
Descubro-me num caminho sem passos, diante do que penso que nem existe.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

sábado, 22 de fevereiro de 2014

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Curitiba, manhã de uma terça chuvosa

7:15 no relógio alheio, o ônibus chega vazio, assim como minha alma, perdida no significado sem sentido da vontade de potência.
Embarco numa solidão onde meus pensamentos recebem as primeiras impressões do dia.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Carta anônima

Por deus, acho que nunca escrevi uma carta, não sei como começar, sem contar a vergonha que estou sentindo desde agora... (sim, minha letra é terrível, nem parece que fui alfabetizada).
Sabe, eu vim para esta viagem com a ideia fixa de não voltar. Vim precisando me sentir viva, quente... precisava sentir que minha existência e felicidade dependiam apenas de mim.
Indo para Machu Pichu, desde Cusco, é uma viagem de 6 horas em um ônibus. Passa por um lugar chamado Ollantain-tombo (não tenho certeza se é assim que se escreve...).
Me recusei a tirar fotos, é um crime tentar representar o que não há no caminho. Só sei dizer que alí, durante umas 4 horas, senti o que tanto buscava.
Eu transcendi de uma forma que tive contato muito íntimo e intenso com aquela natureza. Chorei o caminho inteiro, e pela primeira vez em 23 anos, chorei de alegria.
Minhas lágrimas corriam quentes e em abundância.
Não fui eu quem escolheu fazer essa ligação, não fui eu quem escolheu esse momento, foi a natureza, e depois de sentir isso, volto a ver minha vida como uma dádiva.
O que mais me passou pela cabeça é a forma como via a minha vida, e tudo me prendia a aquele momento.
Posso dizer que também era uma pessoa muito pensante sobre minha existência. Mas o que precisamos é nos sentir vivos, precisamos pensar menos e nos deixar existir.
É a melhor escala do ser, do existir, do sentir. Nada importa além do presente.
Dejate ser, chico!
Eu tinha muito mais coisas a escrever, mas não sai, eu apenas sinto.
Te gosto, rapaz. Não há um gostar que não seja intenso, bonito e puro para mim.
Cuide-se. Até logo.


terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Um espírito confuso

O que eu quero é não perder essa experimentação que temos diante da reflexão do individualismo temporário.
Mas não quero só experimentar coisas sobre as quais não tenho muito controle. Deixo de lado momentaneamente a questão de saber se, em minha opinião, estes ataques são justos ou não, merecidos ou não, e me limito a fixar os termos em debate. 
Confesso não perceber a densidade do sujeito em definição, acentuando o próprio pensamento nos limites estabelecidos pela afluência de várias coisas para um mesmo ponto.
Apesar da aparente maturidade, autonomia e subjetividade, o paradigma individualista reflete sobre mim como uma carga explosiva acerca do sujeito como aspiração do indivíduo.
Ou seja, a relação de transpor sua real intimidade, resulta também, na falta de comunicação temporária capaz de elevar o indivíduo sob um mesmo paradigma supostamente esgotado.
Seria ingênuo pretender resolver integralmente questões tão complexas, mas que, ainda assim, é capaz de criar seus efeitos ao longo desse ideal de autonomia expresso sobre a ideia do sujeito em sua relação com a problemática do individualismo.
Atualmente sinto-me imerso numa triste lembrança ao revelar os fatos que consistem em máximas estabelecidas em todos os tempos e com a prática constante de como é preciso remontar tais fatos em decorrência da dúvida pela razão exposta.
Não sei se onde me encontro hoje seja um exílio; só sei que a solidão deste quarto me devora e estou limitado a viver sobre o domínio de um afastamento forçado ou voluntário.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

O velho no espelho

Olhos nos olhos, como duas criaturas incomunicáveis e solitárias.
Quem sou eu para mim? ...só uma sensação minha.

domingo, 5 de janeiro de 2014

11ª carta à Apolo

Que tipo de pessoa me tornei, Apolo?
Será que por ser esmagado pelas afirmações do tempo não me criei mais sórdido e simplista?
Encorajado por estas questões, Apolo, no que me concerne, não creio que me conduzi obrigatoriamente às monstruosas conclusões de que meus antepassados tenham sido pessoas coercivas.
O que me inclina ao profundo transtorno é, depois de tanto tempo, o resultado da indagação sobre a falta de sentido que nos permite perceber tais formas, extensões, consistências, asperezas e pesos conclusos por meio do contato pessoal.
Queria eu, hoje com mais consciência do que outrora, reconstruir o que com dificuldade conjugo através deste pequeno relato, onde o herói da minha vida, atormentado o suficiente, abriu mão da existência. Condenando talvez, a geração por vir.
Fico profundamente desamparado quando minha imaginação retorna à este ponto, pois o dispositivo disso tudo, declaradamente, são os distintos personagens de uma família ambiciosa e punitiva.
Tenho dificuldade de condená-los, Apolo, pois pra isso teria que dar relevância aos mesmos.
O estigma da palavra é o resultado mais fiel do qual poderei explorar, pois dela expulsarei com ironia as mil faces da manifestação de sentimento aos próprios.
A mais óbvia vantagem que tenho disso tudo, foi me opor à este senso comum de indivíduos interessados em recursos apelativos.
Preservo aqui, nenhum interesse real por esses indivíduos.
Voltarei a lhe redigir parte do processo oferecido ao seu conhecimento, Apolo, pois dividiste comigo a separação do mesmo organismo ainda existente.
Continuo a lhe dizer, a unidade da escrita sentenciará as possíveis afirmações.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Sôfrego

Tenho chego muito próximo daquilo que me incomoda... é um jardim que não foi capinado.