segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Um estranho no ninho


De novo as tais emoções mentais em que os limites entre o vivido e o imaginado se confundem e tocam as dimensões do onírico.
Atrevo-me a escrever com a força da palavra, e ao invés da abjeção, escolhi você.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Azáfama

A grande dedicação pede mais da emoção e menos da razão, pois quando há coesão na elaboração dos fatos, até o silêncio diz coisas ínfimas sobre o anseio da aproximação.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Miércoles gris en Curitiba

Flores suicidas na sacada cobertas pelo orvalho. 
Eu continuo sendo nada além de uma história sem corpo.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

A mesma farsa se repete

Apesar de vivermos uma época em que os direitos das mulheres começam a ser garantidos, o uso de códigos foi e me parece ser uma prática corriqueira para definirmos ou identificarmos determinados grupos.
Este é, aliás, o resultado da predominância do pensamento conservador como o responsável pelo nosso desequilíbrio social.
Este ensaio aspira ser lido por aqueles que realmente sentem a necessidade de lograr o privilégio estruturado de alguns indivíduos que se apresentam como controladores de um movimento calcado na omissão de atos que geram aversão por suas características morais.
A própria estrutura, arraigado na falta de clareza por parte dos mesmos com os mesmos, deixa claro o propósito mais óbvio de que não importa se algo ou alguém está sendo prejudicado pela vantagem exclusiva dos indivíduos do determinado grupo.
Deixar que este poder se instale e se cristalize dentro de uma cena que busca em sua essência suprimir qualquer atividade discriminativa, é perpetuar o conservadorismo evidente em sua proporção, satisfazendo somente os seus idealizadores.
Desejamos ser livres e não escravos da nossa arrogância.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Boy and Girl


Eu disse a ela que a composição da sua existência já era o suficiente para protagonizar em mim o que chamo de paixão, aquele sentimento levado à seu alto grau de intensidade.
A resposta dela foi natural, dizendo que nada poderia fazer.

domingo, 24 de novembro de 2013

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Na madrugada das formas poéticas

Lá no outro estado contemplo o grande desejo, que por sua vez, na objetividade absoluta, sabe os males evitar.
Acordei cansado das noites em que as palavras não importam a mais de uma pessoa.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Como um romance

Não, não é inútil tomar conhecimento desse todo que multiplica o despertar de si mesmo, a gente quer ser livre e se sente abandonado.
Estar entre dois mundos sem nenhuma explicação sob certos aspectos, penso eu, retrata a atual situação no limiar da compreensão.
Mas como é que se pode não gostar desta emoção pretensiosa, capaz de oferecer um estado de euforia e entusiasmo, expresso em palavras que sintetizam todo esse bem estar?
Apesar de vivermos distantes, é inegável que o significado deste movimento de interesses revele um tipo de expressão sensível capaz de transferir a valorização excessiva do desejo pelo outro.
A exemplo de todo afeto, o menor estímulo reativa o anseio vivido pela lembrança.
Agora estou eu aqui, prestes a perder o uso da razão, padecendo pelo excesso.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Eu bem que lhe disse

Muito dificilmente poderei fazer uso do que sinto nessa intensa troca de mensagens, da qual desfruta meus pensamentos por ti.
A descoberta da intensidade de desejos movidos pelo exercício constante, atribuídos a estreita relação a que nos encontramos, torna a busca por algo completo mais agradável nos momentos de identificação íntima, complexa e delicada quanto entre duas pessoas.
Esta reunião de palavras, combinadas com essa recém descoberta, desarruma minhas frases e provoca minha imaginação.
Essa é a razão de me sentir particularmente atraído por aquilo que eu chamo de motivação para a realização ou satisfação de algo, força ou impulso que leva o sujeito a agir segundo essa motivação.
E quando eu lhe disse que o ponto de partida de algo que construí sem perceber era a explicação correta e definitiva do funcionamento desses desejos, não era uma declaração infame do que sinto por ti, e sim uma confissão natural da sensibilidade de qualquer pessoa apaixonada.
O que resta do grande anseio num mundo onde tudo parece provisório é esta paixão que não tinha nenhuma razão de acontecer.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

O dia que representava este dia


Como você pode perceber, sou uma pessoa cheia de dúvida e desconfiada dos seus pensamentos.
Não fui eu quem desanimou, apenas o seu perfil ficou preto e branco, perdeu a resolução diante dos meus olhos.
É mais fácil sermos o que somos do que tentar mudar, só porque alguém escreveu hipoteticamente sobre fixações em fases do desenvolvimento que podem ser superadas.
"Mas o que fazer? Viver com medo? Amar a despeito do medo? Acordar todas as manhãs sabendo que aquele pode ser o dia em que alguém que você amava poderia ser perdido?"
Livre deste medo é que removi o dia que representava este dia, de tal modo que a solidão não tem bem certeza da esperança.


A exatidão da palavra no sentido da imagem


terça-feira, 29 de outubro de 2013

Jamais é um fim em si mesmo

Se eu contar como eu me senti diante do abismo, preso no amanhecer da noite sem sono, mergulhado num vazio existencial, provavelmente nossos laços seriam a corda sobre o abismo.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Monólogo sobre a condição humana


É uma segunda-feira, a primeira após o início do horário de verão.
Já se passa das 22hs, minha gata já não se motiva tanto a correr atrás dos bichos que só ela consegue enxergar.
A chuva traz consigo o silêncio, remediando a jornada de trabalho, cansativa e exaustiva devido a carga horária extensa.
Um leve delírio toma conta do ambiente, corrompido pela fumaça densa. A imensidão disso tudo cabe aqui, em poucas palavras.
A vontade de correr no ritmo da música tocada me tira de um estado de repouso ignorado pelo momento.
Sinto-me leve diante desse todo sem movimento, apenas eu e minha gata, juntos na memória vaga, entregues à ocasião.

O verão sem homens

Ele sabia ler a chuva e escrevia pela torrente, cada episódio pungente, cada ironia discreta nos detalhes do desespero.

sábado, 12 de outubro de 2013

O que perdi até aqui e o que ganhei com tantos anos

Vejo pessoas nessa multidão que são melhores do que eu, entretanto, ter um número alto como conquista tornou-se ainda mais inteligível pra mim.
Tantos anos por um legado convincente, atribuídos a causa inexperiente de uma apropriação sem causa, fizeram de mim um ator mecanizado, em plena situação de desconforto.
A geração é outra, os atributos se confundem com identificações em desequilíbrio, impressos sobre um interesse comum falido na imagem, desconfigurando a razão e permitindo uma justiça entre semelhantes de ideologias esparsas.
Perdi o tempo de aproveitar o que perdi, ganhei as fases da digressão do comprometimento que foi reduzido no limite da fala.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Otros viajes

Mucho gris y pocas líneas han nacido, sin embargo, ha funcionado como una viaje, una experiencia nueva de un pasado que queda atrás.

domingo, 6 de outubro de 2013

Experimentador: um servo da dor

Da deusa Dor qu'em'ulticor hosped'o mundo
E em só gemidos, calados fundo do qual se curva
Habit'o amor de gole doce qual morte plumbea
Que ronda a casa, degust'o beiço e a sóis fecunda.  

Por Rodrigo Satis


terça-feira, 17 de setembro de 2013

João, o carteiro

João sempre fala de futebol, ri de qualquer piada, mesmo as que não compreende.

João saiu de férias e ninguém notou sua ausência.

domingo, 15 de setembro de 2013

Eletronic revolution

"A palavra escrita é, literalmente, um vírus, uma forma maligna e letal.
A crença de que algumas palavras e combinações de palavras podem produzir doenças e pertubações mentais graves é partilhada não apenas no campo da magia mas também no campo da psicolinguística e da pragmática. O efeito chamado perlocutivo é o efeito somático provocado pela proferição (elocução) da palavra que tem uma força (ilocucionária) particular."

terça-feira, 10 de setembro de 2013

O encantamento de Lili Dahl

"Mabel estava calada. Então disse: são as chaves de uma casa onde morei um dia. Eu as guardo para me atormentar. Ela sorriu."

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Ausente

Mas por que é que você se põe nesse estado?
Eu sorri pra mim mesmo, tentando entender as obsessões que carregamos ao longo de nossa existência, entre relações e revelações de uma complexidade interior.
Se bem que, um segundo critério só eu sou capaz de interpretar, já que o resumo deste tempo ficou na memória, devorando a liberdade para adquirir hábitos.
Mas não deu certo assim, como estou a escrever. Talvez a capacidade de ir além tenha sido bloqueada, vendo o tráfego passar fazendo suas vítimas.
A maior parte do tempo ando distraído com as conseqüências da última viagem, carregada de sentidos ideológicos, cindido entre o amor e o dever, mas buscando constantemente a distração que aquece e, sobretudo,  rompe com o indesejável.
E no entanto, depois da vontade ser saciada, nos vimos distantes, como um ensaio em que as imagens fazem brotar sensações.
Narrando aqui é no mínimo estranho pra quem o lê, pois a ausência de um, exercita a criatividade para transpor barreiras, o que me leva a crer que o momento de teimosia e imposição não está na ordem do dever, ele é uma categoria do nosso prazer.
Se tiveres vontade de se perder diante das digressões que oferecem maravilhas consideradas inacessíveis, eu vos digo, façam o mesmo, meninos e meninas.
O verdadeiro prazer está ligado à descoberta dessa intimidade paradoxal.

domingo, 18 de agosto de 2013

Expansão de ideias

A minha parte, a outra parte da metade. Inicia-se assim uma guerra particular entre os dois.
Sobre o frio da cidade reflete a variedade do recorte, despertando o objeto abjeto.
O fluxo é contínuo e eu caminho ao contrário, e fica-se naquele estado horrível.
"Viver é uma vida cansativa, conclui, metafísico e preguiçoso, olhando seu gato."

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Encontros e desencontros

Se você realmente lê o que ando escrevendo, acredito então, que tenha percebido o quanto cooptei pedaços de ti, separando-os agora, para compartilharmos juntos os instantes da primeira lembrança.
Não sinto nada, não sofro nada. Tem momentos que conto com um sorriso amarelo, que junto comigo, caminha para onde quer que eu fosse sem você.
E como tenho sonhado com a despedida, exercitei a ausência da admiração e ofereci alívio numa solidão sentimental.
O excesso arrebentou-me em instantes, desconfigurando meus passos, ofuscando minha visão.
Definitivamente hoje você já era ontem, a promessa vaga de um novo encontro.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

De volta à vida

O corpo se refaz, em geral, quando não encontramos nenhuma justificativa concreta para uma dor corporal, contribuindo para a formação e a consolidação dos mecanismos inexplorados pela função condutora, reativando uma reação de uma função do eu para defender-se contra esse transtorno.
Quando os pés já não sustentam mais o princípio do poder neutralizado, torna-se ali, a fonte de sofrimentos posteriores.
A convergência de toda a energia recorrente, transfere a sensação de dor no domínio de uma investigação da qual, grande parte do esforço físico torna-se uma inquietação que anula o conjunto das causas de ordem psíquica.

Desenhei a melhor imagem de mim diante de um sofrimento do qual somos muito ligados, observando o tempo todo a reação negativa da perda que faz com que tenhamos uma representação exata da crise efetiva.
A brusca ruptura da capacidade de viver a dor e representar conscientemente as separações traumáticas, consiste agora em dar significado à uma energia externa capaz de despertar um novo ritmo das pulsões, propondo uma nova etapa a ser  ultrapassada. O princípio do prazer em movimento defensivo.
Ao passo que o sofrimento se apresenta como resposta de uma dor alimentada pelo psíquico, o receptáculo passivo da dor somática opera como reagente, potencializando um novo recomeço.
Num impulso visceral fui capaz de reativar uma percepção interna provocada pela percepção externa, despertando para a agradável continuação dos meus prazeres.

O presente no qual me sujeito agora, requer de mim, a capacidade e a sutileza em definir as últimas conseqüências de uma reestruturação sobre novas bases, para permanecer sobre mim o idiota, de fato louco.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Viver em mim

Talvez o único limite fosse a minha imaginação, caso a extensão física se apropriasse e modificasse o ambiente de maneira continua, conduzindo o primeiro verso de uma projeção sem limites.
Nas noites de embriagues a síntese e a metáfora cumprem suas funções, conduzindo-me para o diálogo, libertando-me das funções diárias que somam uma partícula do essencial em mim.
A última noite de um suicida não cabe em nossa dimensão, pois a perspectiva se encaixa em outro retrato, em outra extensão.
A energia não se transfere em símbolos e sim numa convergência onde a razão já não mais se aplica como fato, neutralizando o desejo de fuga.
Sem essa transferência de sentidos, a projeção da fuga logo se transforma em impulsos que exteriorizam momentos repentinos de alucinações.
Deixo a  quem interessar a sugestão de investigar-se com o resultado insuportável de um presente propriamente falho, sem causa da divagação deste meu imenso sofrer.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Leitura e Livros

Cada livro que lemos agita sempre nossa bússola interior.
Cada autor nos mostra como o mundo pode ser enfocado sob outros pontos de vista diversos. Aos poucos, vai cessando a oscilação, e a agulha volta a indicar a antiga direção que as tendências de nosso próprio ser lhe davam. Assim acontece sempre comigo, quando faço uma pausa em minhas leituras. Podemos ler muito, e um solitário amigo da leitura respeita os livros e o que eles dizem, do mesmo modo como um homem educado respeita os outros homens. Fico às vezes admirado de quanto proveito as leituras nos trazem. Mas, depois, é preciso de novo deixar tudo de lado e, por algum tempo, caminhar pelos parques, sentir o ar e as flores, as nuvens e o vento e reencontrar aquele tranquilo ponto, a partir do qual o mundo se nos abre em sua unidade.

*trecho em que me apropriei, retirado do livro "para ler e guardar" do escritor: Herman Hesse

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Na ausência dos homens


Como reagirá uma sociedade perante o inesperado nada sobre a terra?
 - Sem dúvida, a produção e reprodução das condições de existência em relação a natureza propiciará indivíduos isolados à divisão de tal fenômeno.
E por mais longe que me arraste este fio de memória, histórias não serão contadas porque não mais existirão.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

O outono passou e nós não nos salvamos

A quem ama em demasia e vive atormentado por não entender tais emoções, encerra-se no silêncio daquilo que o nega.
Ainda sim continuamos os mesmos.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

O anel que tu não me deste


A história tinha tudo para ser perfeita, afinal, ele antecipava os momentos bons desejando sempre serem iguais.
O resultado?
Na luta íntima pelo desejo eterno, construíram um perene estado de isolamento e o último refúgio se acumulou num tempo só, na busca por outras vidas, cada um mais oculto na memória do outro, numa simplicidade sem fim. 

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Solstício de inverno

No fluxo vivo sem capítulos, a estação se inverte sutilmente, mantendo a névoa sobre a cidade, onde o lume da tua voz esqueceu o meu nome.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Outono

CORTE. MEDIUM CLOSE-UP
de linha de degraus de pedra da escada da casa,
Câmera em travelling que segue no ritmo dos
anteriores Folhas caem nos degraus; algumas
já estão sobre eles. Venta.


quarta-feira, 12 de junho de 2013

Dez cartas à Apolo

Foi assim que ficou gravado na minha memória, Apolo.
As disputas familiares, o forte olor de minha avó, o beijo molhado na bochecha que limpava assim que minhas tias viravam as costas.
A dificuldade de lidar com tantos contrastes quando criança é o resultado dessa linguagem obtusa, carregada de sentido figurado.
Agir racionalmente, Apolo, é interromper toda essa experiência maldita que eu, adulto, posso transcorrer se me faltar lucidez.
Agora, na plenitude de minha força fisiológica, esmago o retorno a este sentido incompleto que me era nocivo.
O mal-estar de hoje é concebido de sentidos fragmentados, mas não menos doloroso de quando éramos abatidos como animais por nossos antepassados.
O sentido da convergência é dado quando consideramos o aspecto a ser estudado.
Nossa parcela de contribuição para desestruturar essa derivação morfológica é o fato a ser discutido nessas poucas cartas a serem analisadas.
Hoje vivo um momento de clareza nas expressões das idéias capaz de dominar uma simples sensação amorosa.
A última notícia que tive de você, Apolo, interrompeu o fluxo da freqüência do nosso monólogo.
Hoje, a minha situação atual, dentro de uma relação exigente, é exatamente semelhante à informação que obtive a seu respeito.
Considera-se um homem de sorte, pois nossas confidências terão reação alarmante dentro de uma estrutura mantida pela relação de poder e da vaidade.
É com palavras que auferimos esse confronto.

sábado, 8 de junho de 2013

vadio abuso [Leminskizo]

Vadio abuso
ando meio
pleno de tu'do.

Por Rodrigo Satis

Não pra traz

Foi uma grande experiência, eu sei.
Cada vez mais os dias parecem fazer parte das promessas profundamente marcantes.
De minha parte pude analisar os fatos em que, surpreendido pela exatidão do tempo, tudo se construiu pra frente, não pra traz.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Em busca de que(m)?

Numa discussão mais antiga com um determinado amigo, lembro-me de questioná-lo sobre a promessa de um happy end.
O que no passado explica-me no presente?
O que se fala, o que se cala, exprime a moral referida aos atos indefinidos na passagem do tempo, sob o desafio da ausência em questão. 

sábado, 1 de junho de 2013

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Dormingo

Acordar com dor nas juntas
De se juntar em noite fria
Que afag'estrala pel'eriçada
De corpo doido qu'em sonh'embalo.

Por Rodrigo Satis

Hoje o meu rio secou

Diante de mim, a calma ressurgiu como projeção num flash-back em câmera-lenta.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Momento num café

Meu problema parece o mesmo de Manuel Bandeira. Apresentar duas diferentes cosmovisões: "a dos que vivem confiantes na vida e a dos que pensam ser esta uma agitação feroz e sem finalidade".

terça-feira, 21 de maio de 2013

A unidade numa odisseia racional

Partindo da história inicial dos homens, para ajudar na formação de um pensamento. Os bestializados de ontem e de hoje são a face oculta de nosso modernismo: a cidade permaneceu alheia e atônita, buscando perdidamente seus cidadãos.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

A idade da razão

"Sua solidão era tão total sob aquele céu, acariciante como uma consciência limpa, no meio daquela multidão atarefada, que ele se sentia espantado de existir."

sexta-feira, 10 de maio de 2013

O homem de Maio

Desenvolvido individualmente, rompeu com os ensaios e compromissos e foi viver o último momento de uma vida longa e produtiva.

terça-feira, 30 de abril de 2013

A delicadeza de Clarice

"Nem tudo que escrevo resulta numa realização, resulta numa tentativa. O que também é um prazer. Pois nem em tudo eu quero pegar. Às vezes quero apenas tocar. Depois o que toco às vezes floresce e os outros podem pegar com as duas mãos."

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Eu desisti do amor romântico

Lembra quando eu lhe disse algo sobre uma dor imensurável que me assolava o peito?
Pois bem... as sensações são tão vívidas que tenho vontade de gritar.
Por sorte, este grito é o início do terrível demônio do esquecimento.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Antes que esfrie

"Tem coisas que acaba co'a gente
Tem coisas que acaba como a gente
Tem coisas que acabam..."
"Coma gente! Antes que esfrie"

Por Rodrigo Satis

domingo, 14 de abril de 2013

Tombs

É assim, enclausurado sobre quatro paredes, achando melhor não colaborar com nada, que perplexo à vontades de terceiros, que ele resiste a produzir algo.
A sensação é de desconforto por quem o questiona, pois sua indiferença gera insanidade e faz com que as piores situações nada represente à este ser inquestionável.
Será ele uma imaginação influenciada pelo desgaste do tempo em questão?
A reflexão propiciada em cada diálogo o torna incompreensível a partir do momento que nos encontramos imersos numa curiosidade que nos leva a construção do impossível em relacionar-se com algo.
Deste modo, a voz do inconsciente liberta-se da memória aflita e deixa o descontrole tomar razão procurando acalmar o clima de desconfiança.
Numa linha paralela, entre o admirável e o obscuro, é que petrifico o sentimento em mim da incerteza das relações movidas pelas inseguranças da vida.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Normatização

"É sempre interessante e comovente observar o esforço de uma palavra nova que luta para sobreviver."

quarta-feira, 10 de abril de 2013

A ocasião era de facto única

Sair às terças pela manhã, tomar seu café na tenda da esquina e desprezar o resto do dia em sua leitura diária.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

A dilatação do tempo

Fazer dos minutos horas.
A aldeia do silêncio indagando devaneios.
Muito já se sabe, pouco já se escreveu, mas o deleite do esquecimento forjado constitui nas sutilezas da memória dispersiva, que ignora o inexistente e dá voz às múltiplas nuanças de um universo de expressões e significados.
Memórias póstumas, reveladas numa substancial tragada, rompendo com o limite da imaginação.

sábado, 6 de abril de 2013

terça-feira, 2 de abril de 2013

Para alguma coisa há de servir... "temos guardado um silêncio bastante parecido com a estupidez"

São onze horas da manhã, mais cedo e por mais tempo a chuva mergulhou a manhã num tom escuro, livrando o dia, nefasto para ti, do corre-corre desordenado.
É assim que esse campo estéril ilude por vezes a imaginação e os versos do poeta.
Não afirmarei minhas falsas filosofias através de cânticos, pois o objeto descrito não permite o cantar.
O objeto eletrônico aperfeiçoa os métodos, porém, interpreta valores sem dinâmica e de conteúdo miserável.
Olhe aquele olhar que responde ao som natural das coisas apaixonantes. Todo dia, até o pôr-do-sol, saboreia o recuo do dia, carregando a vertiginosa marca da impressão já vivida.
O repouso, a recompensa do tempo em questão, traduz a sedução pela jornada diária deste complexo geográfico.
O pensar e a prática da singela afirmação como ser, movimenta e manifesta o que foi exposto num conjunto de estruturas determinantes.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Dentro de dez minutos será conhecido

Bifurcado no tempo, eis que surge você, tropeçando nas múltiplas notas musicais... e eu nem notei.
Isto tudo nada é perante sua melodiosa arrogância.
Com exceção diferenciada, aplaudiria sua construção, mas breve foram suas pretensões que seu talento ficou em ré-menor.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Pico na veia, Dalton

"A barata - hóstia da náusea metafísica que se oferece às três da manhã na tua missa negra da insônia."

terça-feira, 19 de março de 2013

Curitiba, terça minguada

No último dia do verão os transeuntes caminham apressadamente sob o orvalho que escorre devido ao frio severo.

quarta-feira, 13 de março de 2013

A papa [Leminskizo]


sozinho n'inverso
movido a'lento
em dias de alegria

vai vir o dia
quando "papa" só se diga
em pequenas dislalias.

Por Rodrigo Satis

quinta-feira, 7 de março de 2013

Chuva amarela

Hoje o amanhecer ocultou o calor minuciosamente.
A propósito, o dia coleciona a consciência ausente.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Diálogo desinteressante

- não estou muito ansioso pra voltar a realidade.
  falaram que era coisa de garoto.
- não fique bravo... deite-se comigo.
- eu só... isso me lembra uma coisa.
- deixa pra lá.


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Se'a'mando! [Facebookizo]

Se aprende amar amando?
Armando se apreende amar;
Se aprende amar...
A mando.

Por Rodrigo Satis

Inspirado por (ou em resposta a)



Lisura

D'agor'em diante,
Em dias com'agora,
Feito d'eg'em tinta fresca
Só'aspir'amor regozijante.

Por Rodrigo Satis

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

O domínio casual

ah, Satis... eu que acompanhei todas as suas paixões admirado pelo artifício de monge, parece que seria fácil estar fora de si e negar que o estômago foi feito para digerir.
... o que os homens julgam injusto?
Isso tudo não passam de leis e costumes inversos impedindo a experiência contínua.
Entre maravilhosas conquistas, o tempo não constrói o necessário para identificar a razão de um resultado extenso.
Assim dizia Erne... o Colono...
"a magia da inspiração dá ao poeta o prazer de deleitar-se em suas próprias palavras"

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Atualizando-se

Devido aos acontecimentos mais recentes, o blog tem sido atualizado com pouca frequência. Isso não significa que não há nada a transmitir.
Somente estamos voltados à outros projetos. Inclusive, alguns destes projetos, são uma extensão deste blog, o qual deu início a uma comunicação de conexões rápidas, através de conversas entre amigos traduzidos entre mente e matéria.
http://www.projetochuvaimovel.com/projeto.html

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Go home

atravessar a calçada deixa-me mais próximo do foco oposto, quando o mesmo reflete movimentos inversos.
...de quem são as pessoas na rua?
onde anda você que nunca observou seus semelhantes?
a cidade está cheia de gente, embora ninguém se importe com o entardecer.
quando éramos crianças, brincávamos na rua, hoje temos receio de quem nela habita.
assim é o movimento, um constante anseio, sempre prorrogado, uma realidade à ter em conta a pulsão do desejo arrebatado.

Experimento Febril (Facebookizo)



pelo menos lento, lendo
pelo menos lendo, lento
lendo menos pelo lento
pelo menos tento!

Por Rodrigo Satis e Diego Max


sábado, 19 de janeiro de 2013

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Observante

"Até mesmo os personagens paralisados pela falta de sentido da vida moderna precisam beber água de vez em quando."

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Tríade de uma viagem

Absolutamente inimaginável, como uma fotografia em alta resolução.

No entanto, o silêncio que admira, investiga as chaves para o mundo da leitura visual.

E para que se entenda melhor o último prazer da noite que rompe o dia, basta adormecermos para uma narrativa simbólica de nossa imaginação.