terça-feira, 29 de outubro de 2013

Jamais é um fim em si mesmo

Se eu contar como eu me senti diante do abismo, preso no amanhecer da noite sem sono, mergulhado num vazio existencial, provavelmente nossos laços seriam a corda sobre o abismo.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Monólogo sobre a condição humana


É uma segunda-feira, a primeira após o início do horário de verão.
Já se passa das 22hs, minha gata já não se motiva tanto a correr atrás dos bichos que só ela consegue enxergar.
A chuva traz consigo o silêncio, remediando a jornada de trabalho, cansativa e exaustiva devido a carga horária extensa.
Um leve delírio toma conta do ambiente, corrompido pela fumaça densa. A imensidão disso tudo cabe aqui, em poucas palavras.
A vontade de correr no ritmo da música tocada me tira de um estado de repouso ignorado pelo momento.
Sinto-me leve diante desse todo sem movimento, apenas eu e minha gata, juntos na memória vaga, entregues à ocasião.

O verão sem homens

Ele sabia ler a chuva e escrevia pela torrente, cada episódio pungente, cada ironia discreta nos detalhes do desespero.

sábado, 12 de outubro de 2013

O que perdi até aqui e o que ganhei com tantos anos

Vejo pessoas nessa multidão que são melhores do que eu, entretanto, ter um número alto como conquista tornou-se ainda mais inteligível pra mim.
Tantos anos por um legado convincente, atribuídos a causa inexperiente de uma apropriação sem causa, fizeram de mim um ator mecanizado, em plena situação de desconforto.
A geração é outra, os atributos se confundem com identificações em desequilíbrio, impressos sobre um interesse comum falido na imagem, desconfigurando a razão e permitindo uma justiça entre semelhantes de ideologias esparsas.
Perdi o tempo de aproveitar o que perdi, ganhei as fases da digressão do comprometimento que foi reduzido no limite da fala.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Otros viajes

Mucho gris y pocas líneas han nacido, sin embargo, ha funcionado como una viaje, una experiencia nueva de un pasado que queda atrás.

domingo, 6 de outubro de 2013

Experimentador: um servo da dor

Da deusa Dor qu'em'ulticor hosped'o mundo
E em só gemidos, calados fundo do qual se curva
Habit'o amor de gole doce qual morte plumbea
Que ronda a casa, degust'o beiço e a sóis fecunda.  

Por Rodrigo Satis