domingo, 18 de agosto de 2013

Expansão de ideias

A minha parte, a outra parte da metade. Inicia-se assim uma guerra particular entre os dois.
Sobre o frio da cidade reflete a variedade do recorte, despertando o objeto abjeto.
O fluxo é contínuo e eu caminho ao contrário, e fica-se naquele estado horrível.
"Viver é uma vida cansativa, conclui, metafísico e preguiçoso, olhando seu gato."

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Encontros e desencontros

Se você realmente lê o que ando escrevendo, acredito então, que tenha percebido o quanto cooptei pedaços de ti, separando-os agora, para compartilharmos juntos os instantes da primeira lembrança.
Não sinto nada, não sofro nada. Tem momentos que conto com um sorriso amarelo, que junto comigo, caminha para onde quer que eu fosse sem você.
E como tenho sonhado com a despedida, exercitei a ausência da admiração e ofereci alívio numa solidão sentimental.
O excesso arrebentou-me em instantes, desconfigurando meus passos, ofuscando minha visão.
Definitivamente hoje você já era ontem, a promessa vaga de um novo encontro.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

De volta à vida

O corpo se refaz, em geral, quando não encontramos nenhuma justificativa concreta para uma dor corporal, contribuindo para a formação e a consolidação dos mecanismos inexplorados pela função condutora, reativando uma reação de uma função do eu para defender-se contra esse transtorno.
Quando os pés já não sustentam mais o princípio do poder neutralizado, torna-se ali, a fonte de sofrimentos posteriores.
A convergência de toda a energia recorrente, transfere a sensação de dor no domínio de uma investigação da qual, grande parte do esforço físico torna-se uma inquietação que anula o conjunto das causas de ordem psíquica.

Desenhei a melhor imagem de mim diante de um sofrimento do qual somos muito ligados, observando o tempo todo a reação negativa da perda que faz com que tenhamos uma representação exata da crise efetiva.
A brusca ruptura da capacidade de viver a dor e representar conscientemente as separações traumáticas, consiste agora em dar significado à uma energia externa capaz de despertar um novo ritmo das pulsões, propondo uma nova etapa a ser  ultrapassada. O princípio do prazer em movimento defensivo.
Ao passo que o sofrimento se apresenta como resposta de uma dor alimentada pelo psíquico, o receptáculo passivo da dor somática opera como reagente, potencializando um novo recomeço.
Num impulso visceral fui capaz de reativar uma percepção interna provocada pela percepção externa, despertando para a agradável continuação dos meus prazeres.

O presente no qual me sujeito agora, requer de mim, a capacidade e a sutileza em definir as últimas conseqüências de uma reestruturação sobre novas bases, para permanecer sobre mim o idiota, de fato louco.