quinta-feira, 30 de junho de 2011

A relação da proximidade do outro

Considerando que todos, em determinado momento, nos aventuramos em diferentes combinações que permite uma aproximação que nos conduz ao elemento que desperta interesse físico, material ou espiritual, concluo que: minhas observações diárias são formas de representações de um jogo interminável de simulações do qual nos atrai o desejo de admiração por algo ou alguém.
Ambição ou cobiça?

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Curitiba, estamos no final do mês de Junho.

A chuva pode não cair, mas o frio insiste em deixar o céu encoberto por uma névoa escura. Assim como meus pensamentos, obscurecidos por inúmeras tentativas reflexivas, onde por vezes, a náusea toma conta e dificulta a compreensão das cousas, remetendo perplexidade à imaginação.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Sól' amô

por: Rodrigo Francisco Barbosa

“Sól amor vale tudo na viidaa, sól amor é a inspiração” De um fusca com uma das portas abertas oscilava essa melodia que tragava todo o obscuro bar e as mesas do lado de fora responsáveis pelo contorno da esquina da rua Teodoro Magalhães com a travessa Jaqueline Esmeralda. Por pura coincidência, da qual os convivas do bar certamente se orgulhariam, esses dois nomes foram responsáveis no passado, por um grande rebuliço na cidade. Teodoro Magalhães, o afortunado bancário de brilhantina e olhos doces perdera a cabeça pela rameira Jaqueline Esmeralda, a mais polida e travessa das rameiras da cidade. Desesperadamente apaixonado pela rameira, mas sem conseguir êxito com a mulher de todos, Teodoro enforcara-se na frente do prostibulo Pinga de mel número 66. O caso foi que a população, mais do que ocultar aquele descaminho, tratou de validar o último pedido de Teodoro, aquele homem de extrema influência pública. No bilhete no bolso esquerdo do paletó estavam grafadas em letras garatujas as seguintes palavras: “Só o amor vale tudo na vida, sem minha Esmeralda que me arranquem me a cabeça e quem dera outrora um dia um visitante desta cidade odiosa encontre-me em nome completo de cartório junto com minha Esmeralda em nomes de ruas que se encontrem numa esquina”. Assim diziam. Mas tudo isso era apenas um dos mitos daquela cidadezinha conhecida por seus inúmeros bares e igrejinhas. Valha-me deus! Quase que numa celebração, homens gordos e queimados pelo sol ouviam na porta do Bar da Esmeralda essa melodia de amor. Sem ao menos suspeitarem, enquanto suas peles reluziam ante o sol ardente, riam-se sedentos por aquela felicidade dos povos do sol, a ponto de levar a loucura qualquer visitante que, com olhar interrogativo perguntava-se a si mesmo com que direito aqueles homens asquerosos de rostos rugosos tinham de celebrar ali, tão gratuitamente aquela felicidade ardente. Ninguém, sequer nosso amigo forasteiro que não fora um dos iniciados convivas, teria o direito de compreender que tratava-se de um ato divino; tão divino quanto isso significava também, humano. Celebravam a perda da cabeça do homem de brilhantina que não suportava viver sem que fosse nos braços de Esmeralda: “sem amor a esperança é perdida, por amor escrevi esta canção”...continuava então aquela felicidade suada num compasso melodioso tarde a dentro.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Da concepção ao definitivo

Todos nós somos cópias de alguma coisa e nos apossamos disso inconscientemente ou não.
Só não admitimos isso. Todos!
A constante procura de uma identidade por parte do indivíduo, é uma presente exposição de sua busca incessante em representar algo que interiorizado, lhe causa bem estar ou vontade de poder, num exercício de desejo realizado.
Porém, neste trajeto todo, há várias fascetas a serem trabalhadas como desenvolvimento do caráter individual e percepção de conceitos estéticos ou simplesmente visual.
Dar a entender que determinado indivíduo representa um conceito a ser seguido, pode acarretar na consequencia dos fatos ligados ao ponto de refrência.
Muitas das vezes, mal-representado ou mal-interpretado pelo interlocotur.
Daí o fato das sequentes indagações articuladdas na construção daquilo que foi criado como forma de representação de um ideal, hoje com forças suficientes para mover constantes articulações dentro do meio que a representa.
Fazer parte ou apenas saborear as palavras e passá-las a diante, vai além da produção criada sempre que tentamos defender algo que gostamos ou acreditamos.
O desejo de ser algo representativo, passa a ser valorado, porque dele virá o retorno como forma de reconhecimento.
Vocês compreendem?
A estrutura foi criada apenas pra manter um desejo que não põe em prática nada de concreto, a não ser a sensação de saborear instantes mínimos e que não propiciam conquistas paupáveis em nenhum momento.
Ofereço-me um café neste instante, pois não desejo ser nada neste momento.
Indecente... coisa de gente!  

Uma história da guerra - John Keegan

Por: Eleotério de Oliveira Burrego

Vivemos tempos estranhos, muito estranho de muita paz, paz demais.
A barbárie parece só existir para alguns insanos que massacram a mãe, o pai e as vezes, sufocam ou mesmo dão um ou mais tiro em  filhos ou até vizinhos. Tem até moda de entrar em escola e massacrar inocentes, explodir trens, metrôs, ônibus.
Não esqueçamos que teve um mais elaborado, que conseguiu reunir um monte de amigos, sequestraram uns aviões e jogaram-se sincronizadamente em alvos escolhidos detalhadamente na maior potência do mundo, e mandaram para as trevas um monte de indivíduos que não tiveram os seus porquês respondidos, estão lá junto com aquele pó de tudo aquilo que era um baluarte personificado da primeira potência mundial.
Depois tem algo mais incrível ainda! Tem de serem pegos os culpados. E bota mais indivíduos atrás de tal fulano, causador de tal coisa. Quantos não forma mortos e ainda são, quantos ainda sofrem as consequências de tudo isto.
Se formos para a leitura da história e tomarmos ciência de relatos documentados da carnificina praticado por nações, povos, aldeias, grupos é de se ficar estarrecido.
Quando senhores viris, heróis de seus povos empunharam uma lâmina enorme em suas mãos e retalharam ao meio cachorros, galinhas, plantas, qualquer coisa que significasse
vida, pois os objetos primeiros já tinham passado pelos fios de suas espadas, homens mulheres e crianças, a ordem era não deixar pedra sobre pedra.
Quando juntamos as historinhas e vemos que somos descendentes de um bando de porcos e bandidos que usavam o lugar para tirar riquezas do chão com sangue e suor de outros povos para o bel prazer de seus governantes, é de se ficar pasmo.
Este livro abre nossa mente para uma pesquisa que está presente na nossa frente com acontecimentos do dia a dia e com o passado documentado também. Traça um perfil desde o alvorecer de nossa existência, que trazemos este instinto imanente em nosso ser: destruir o outro que não segue nossos preceitos. Será isto mesmo nossa sina!? Pela história vemos que é por aí que caminhamos.
Nos diferentes povos em diferentes épocas é minunciosa a exposição de como se usou a eliminação sanguinolenta de outro para se edificarmos o que somos hoje.
Juntamente com a evolução da sociedade, conseguimos a base de muito sangue, conseguimos a evolução tecnológica que nos satisfaz hoje nos mais diversos setores.
Este livro é um índice excelente para irmos ler a história de outra forma, pois este perfil sanguinolento da raça humana fica bem exposto, desde os primórdios do agrupamento dos homens. Demonstra que estamos mais do que nunca com as garras afiadas para o próximo embate, vide em revistas o quanto aprimoramos os mecanismo de matança. Está na pauta dos governantes se equiparem com o que há de melhor, o que causa mais estrago, o que mata com mais eficiência e não esqueçamos o artefato adorado por todos e que é o mais letal, é o cala boca de todos, que foi usado só uma vez, mas seus efeitos existem no imaginário de todos, poucos o tem e muitos o querem: a bomba atômica.
Este é o ponto em que estamos, temos uma forma de inclusive se eliminarmos. No entanto as escaramuças ficam restritas a certos locais ou só se ficam na expectativa. Fica patente neste livro que o homem sempre subjulgou o mais fraco com a morte para garantir seu status de mais forte.
Ou estamos todos do mesmo lado ou tem um monte por aí prontos a medir forças, pois todos tem em seus quintais, seus tanques, seus aviões, suas bombas, seus exércitos e principalmente sua história mal contada e suja de sangue, muito sangue. Querendo limpar ou sujar-se mais ainda.


ATT.:ELEOTERIO DE OLIVEIRA BURREGOeleoterioburrego@hotmail.com

terça-feira, 21 de junho de 2011

O Crepúsculo da Feijoada Verde

Por: Rodrigo Francisco Barbosa



O presente texto trata-se de uma espécie de arguição pública acerca da resenha feita pelo Xerox em seu blog[1] da Feijoada Verde realizada no dia 11 de junho de 2011[2].
O “tom” da crítica já nos parece um indício de uma possível reflexão acerca da legitimidade atual do evento: como parte de um dos idealizadores da Feijoada Verde, o que significa uma crítica como a que o Xerox nos apresenta? Algo mudou consistentemente que contradiz qualquer “princípio” (se é que tenha algum) da realização desta festa? Analisemos tal indício e em que medida o “tom” do texto do Xerox pode ter contribuído para mal entendidos do ponto de vista pessoal, principalmente.
Este indício de que “opa, alguma coisa mudou aqui” é interessante para refletirmos numa escala mais geral sobre a própria compulsão de, na vida, fixarmos uma coisa que jamais, em princípio, poderia ser fixada. Este problema por mais abstrato que pareça é tão cotidiano como respirar: você se lembra de quando se apaixonou perdidamente por alguém e, num dado momento sentiu que, ao usar um “eu te amo” isso já não significava quase nada mais para a outra pessoa? É disso que se trata: a promessa de tentar “fixar” este amor é de uma origem incompatível com a natureza da paixão que flui como o rio de Heráclito. Trata-se de, usando a metáfora de Fitzgerald, negligenciar as microfissuras que acontecem na porcelana, da qual não vemos, mas num dado momento trinca toda a estrutura sem ao menos desconfiarmos: a aparência intacta da porcelana não nos permite ver as microfissuras que, na própria fluidez das coisas, arruína-a lentamente desestruturando uma estrutura que tínhamos como assegurada: eu te amo já soa estranho!
Tal sentimento deve ser pensado no âmbito das modificações já evidentes como destaca Xerox: “Na presente edição, não pude colaborar como nos anos anteriores[...]”. No tocante a tais modificações, acredito que não se trata aqui de endossar uma posição nostálgica em relação a “como era” e “como está” por parte do Xerox – parece-me que se trata de outra coisa. Acompanhando o “tom” do texto e, a partir de conversas que já tivemos, trata-se, como me parece, de um olhar agudo para uma rachadura precisa nessa porcelana underground de nossas vidas: A Feijoada Verde em seu transcurso promove reflexões mesmo que sutis no âmbito da exploração animal, no âmbito da exploração humana e de como levamos nossas pedras até o topo da montanha do cotidiano como um Sísífo contemporâneo?
Isto fica bem claro em passagens como: “Disso tudo vem o estímulo para se elaborar GIGs bem estruturadas e proporcionar espaço para inclusão de alternativas práticas dentro do contexto 'libertação animal'" em que a preocupação do Xerox é, basicamente, em relação aos efeitos reflexivos que, por exemplo, o peso do nome da festa “Feijoada Verde” possa acarretar. Essa preocupação reflexiva, de multiplicação dos efeitos de reflexão sempre foi um dos traços do punk e, não de modo diferente, aparece também no texto relacionado às bandas: “a favor de ideias a serem expostas de maneira que cause questionamento”. Esse é o espirito do punk, do “do it yourself” e não apenas deles.
Este me parece ter sido o ponto fundamental que, devido a ausência de uma explicitação maior por parte do Xerox, pode ter gerado algum tipo de ressonância pessoal indevida, quer dizer, uma ambiguidade fundamental acerca do que se gostaria de dizer e, neste caso, criticar. Neste ponto o Xerox tem todo o direito de me corrigir numa possível réplica, mas a partir da análise desse seu texto posso dizer, com toda seriedade que, o caráter multiplicador de sua crítica reside exatamente em não deixar de lado um problema que é central não apenas em relação a Feijoada Verde:  o não reconhecimento da fluidez, do fluxo das coisas e da mudança que não só deve ser ressaltado, mas coroado como parece ter feito o Xerox em meio a microfissuras que ele também, em certa medida, fora responsável por desenvolver: não parar de fixar (coisa impossível no humano), mas reconhecer os limites da fixidez e, se possível, não temer morrer no auge como uma Marilyn Monroe.   


[1][1] Xerox é o codnome do meu amigo Juliano mantenedor do blog www.xeroxandcopy.blogspot.com e do projeto musical www.myspace.com/xeroxandycopy.
[2] A Feijoada Verde é um evento realizado desde 2005 pelo pessoal da contracultura punk-hardcore da cidade de Ourinhos interior de São Paulo. Este evento passou a ser realizado após um grupo de ativistas que protestavam contra a realização do rodeio na FAPI (Feira Agro-pecuária Industrial) serem brutalmente espancados, tudo documentado neste vídeo (http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2005/06/319757.shtml). Em resposta ao acontecimento, e a anual presença de exploração animal na Feira, os ativistas se dedicaram a realizar este evento todo último domingo da Feira em que aconteciam shows, debates, amostra de vídeos, e troca de experiências entre grupos e indivíduos ligados ou não ao ativismo político. Cobrando um valor irrisório para a entrada (que oscilava entre 3 a 8 reais), ao término das bandas é servido, já incluso no valor, uma feijoada vegetariana para todos os participantes.

Leia o Texto integral do Xerox sobre a Feijoada Verde.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Matando o seu deus.

- conversamos tanto até então e percebi que você é um rapaz muito inteligente!
- você acredita em deus?

- não! já superei esta fase.

*de uma conversa extraída entre eu e um cliente no trabalho.

sábado, 18 de junho de 2011

Feijoada Verde

Pela oitava vez, encaramos mais uma difícil jornada inspirados na necessidade de nos relacionarmos com indivíduos que praticam ou acreditam agir da mesma maneira em determinado ponto de vista.
Na presente edição, não pude colaborar como nos anos anteriores, devido à mudança e acontecimentos no caminhar de minhas atividades.
Ignorando alguns conflitos que se restringem a mim, fiquei extremamente satisfeito com todo o aparato (isso inclui desde a divulgação até o encerrar da GIG) organizado por todos que de certa forma contribuíram para que o evento chegasse a mais um resultado positivo, como sempre esperado.
O dia estava bem agradável, uma bela definição para pegarmos nossos instrumentos e tocarmos o mais forte possível a favor de idéias a serem expostas de maneira que cause questionamento por parte de quem as recebe.
Não que seja necessário interrogar-se, isso não é uma imposição, mas que seja uma catarse onde o propósito de estar ali não fique apenas no desfilar de uma prática que não corresponde com o exercício a se realizar.
A diversificação musical das bandas a se apresentarem, em determinado momento, causou certo estranhamento por parte do público.
Alguns saíram dali sem entender, e não precisam na verdade, a apresentação do “Out Track Record’s”, pra mim, o show mais interessante do evento, justamente porque não se prenderam ao contexto do acontecimento.
Há de se reconhecer, que todas as outras bandas a se apresentarem, (S.D.C., Beer Buk Trio, Sarcastic Deformity e No Hit Wonder) tiveram o seu momento de empolgação e o fizeram da melhor maneira possível, contagiando e envolvendo o público presente.
Pois ao meu entender, a música é admirável por todos dentro de suas especificações e gêneros, sejam eles bem produzidos ou não.
Disso tudo vem o estímulo para se elaborar GIGs bem estruturadas e propiciar espaço para inclusão de alternativas práticas dentro do contexto “libertação animal”, acabando assim, com a distribuição ao término do evento, da excepcional “feijoada vegetariana”.
A discussão agora a ser impregada, é se o futuro desse evento irá manter as origens dos debates sobre um assunto do qual pouco dos organizadores se dispõe a prática.
Enfim, o resultado está aí, mais um ano em que idéias valiosas são postas em prática a se confrontarem com o espetáculo da ignorância
Transforme sua orientação em práticas cujo cumprimento, é obter novas formas e perspectivas de pensar e encarar interesses de nossa espécie.
Juliano (Xerox)

quinta-feira, 16 de junho de 2011

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Primeiro ato do dia

Rua estreita, transeuntes indignados com o abuso da autoridade.
A extorsão da equivalência em força para obter resultados para uma sociedade esquizofrênica, saturada de suas repetições.
Precisamos é de habitantes obstinados como os de Sherwood, com táticas das quais surpreenderiam nossas autoridades.
Começaremos compreender quando essa falta de interesse quanto a nossa real representação nesse processo de desafio contra nós mesmos?

terça-feira, 14 de junho de 2011

A ciência da sabedorida

Divulgar as idéias, dando sentido e profundidade ao desejo inconsciente de uma nova maneira do pensar, estimulando assim, a reflexão por meios investigativos de compreensão do universo das cousas.
O mais útil dos conhecimentos é conhecer a nós mesmos.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Arquitetura da (des)construção

Reprodução na íntegra, com direito às iniciais.
O efeito de reproduzir é uma condição da vida.
Libere seus direitos.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Figurativo, ou quase isso.

Você faz idéia das idéias que fazem à seu respeito?
A divisão de um pensamento controverso, embasado na percepção do outro.
Muito das impressões relacionadas à nosso respeito, principia-se no apontamento de algo a preceder a tentativa do outro de identificar a ausência daquilo que nem mesmo você percebeu.
A criação de uma situação da qual o elemento a ser estudado se quer sabia existir.
Torna-se complexo a tentativa de entendimento, e nós sabemos disso, baseando-se apenas na representação idealizada pelo proponente da ação.
Quebro o rítmo e consumo apenas o momento particular que ocorre a memorização de todo o círculo de informações que me fazem sentido.
O sentido aqui é apenas o fato, a circunstância.
Sem ele, não poderia falar que tudo isto daqui não passa de observações.
Explore seu momento!

Vai entender

...um ser que teme mais o escândalo que a doença.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Histórias extraordinárias

"...fico quieto pra não ficar louco com esses conhecimentos que me tornam mais ignorante do que eu era!"