terça-feira, 30 de abril de 2013

A delicadeza de Clarice

"Nem tudo que escrevo resulta numa realização, resulta numa tentativa. O que também é um prazer. Pois nem em tudo eu quero pegar. Às vezes quero apenas tocar. Depois o que toco às vezes floresce e os outros podem pegar com as duas mãos."

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Eu desisti do amor romântico

Lembra quando eu lhe disse algo sobre uma dor imensurável que me assolava o peito?
Pois bem... as sensações são tão vívidas que tenho vontade de gritar.
Por sorte, este grito é o início do terrível demônio do esquecimento.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Antes que esfrie

"Tem coisas que acaba co'a gente
Tem coisas que acaba como a gente
Tem coisas que acabam..."
"Coma gente! Antes que esfrie"

Por Rodrigo Satis

domingo, 14 de abril de 2013

Tombs

É assim, enclausurado sobre quatro paredes, achando melhor não colaborar com nada, que perplexo à vontades de terceiros, que ele resiste a produzir algo.
A sensação é de desconforto por quem o questiona, pois sua indiferença gera insanidade e faz com que as piores situações nada represente à este ser inquestionável.
Será ele uma imaginação influenciada pelo desgaste do tempo em questão?
A reflexão propiciada em cada diálogo o torna incompreensível a partir do momento que nos encontramos imersos numa curiosidade que nos leva a construção do impossível em relacionar-se com algo.
Deste modo, a voz do inconsciente liberta-se da memória aflita e deixa o descontrole tomar razão procurando acalmar o clima de desconfiança.
Numa linha paralela, entre o admirável e o obscuro, é que petrifico o sentimento em mim da incerteza das relações movidas pelas inseguranças da vida.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Normatização

"É sempre interessante e comovente observar o esforço de uma palavra nova que luta para sobreviver."

quarta-feira, 10 de abril de 2013

A ocasião era de facto única

Sair às terças pela manhã, tomar seu café na tenda da esquina e desprezar o resto do dia em sua leitura diária.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

A dilatação do tempo

Fazer dos minutos horas.
A aldeia do silêncio indagando devaneios.
Muito já se sabe, pouco já se escreveu, mas o deleite do esquecimento forjado constitui nas sutilezas da memória dispersiva, que ignora o inexistente e dá voz às múltiplas nuanças de um universo de expressões e significados.
Memórias póstumas, reveladas numa substancial tragada, rompendo com o limite da imaginação.

sábado, 6 de abril de 2013

terça-feira, 2 de abril de 2013

Para alguma coisa há de servir... "temos guardado um silêncio bastante parecido com a estupidez"

São onze horas da manhã, mais cedo e por mais tempo a chuva mergulhou a manhã num tom escuro, livrando o dia, nefasto para ti, do corre-corre desordenado.
É assim que esse campo estéril ilude por vezes a imaginação e os versos do poeta.
Não afirmarei minhas falsas filosofias através de cânticos, pois o objeto descrito não permite o cantar.
O objeto eletrônico aperfeiçoa os métodos, porém, interpreta valores sem dinâmica e de conteúdo miserável.
Olhe aquele olhar que responde ao som natural das coisas apaixonantes. Todo dia, até o pôr-do-sol, saboreia o recuo do dia, carregando a vertiginosa marca da impressão já vivida.
O repouso, a recompensa do tempo em questão, traduz a sedução pela jornada diária deste complexo geográfico.
O pensar e a prática da singela afirmação como ser, movimenta e manifesta o que foi exposto num conjunto de estruturas determinantes.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Dentro de dez minutos será conhecido

Bifurcado no tempo, eis que surge você, tropeçando nas múltiplas notas musicais... e eu nem notei.
Isto tudo nada é perante sua melodiosa arrogância.
Com exceção diferenciada, aplaudiria sua construção, mas breve foram suas pretensões que seu talento ficou em ré-menor.