quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

sábado, 15 de dezembro de 2012

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Carta nove à Apolo

Tantas coisas pra dizer, Apolo, que o fluxo da consciência fustiga o foco narrativo.
Com o tempo tornei-me um atleta de tanto correr das chibatadas prometidas pelo pai de meu pai.
Nesses dias, conversar era a última coisa que queria. Passava o dia todo brincando de bola na rua para não ver a face envelhecida cheia de ira.
Este drama permaneceu por anos, eu na rua desejando outra vida, a liberdade silenciada entre soluços e lágrimas.
Certo dia, ao se deitar, meu avô perdeu a fala, e toda sua agressividade faleceu diante de sua agonia.
Implorando o alívio, por aquele sangue cruel e impiedoso, a morte veio lhe tirar a vida e carregou consigo parte da "minha" angústia.
Como em um vídeo, assisto a este drama de minha infância em uma posição mais confortável.
A vida continua a mesma, Apolo, o que mudou foi aquilo que desejei continuar a ser.
Hoje sigo explorando o desconhecido que restou de sonhos e imaginações.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Oitava carta ao poeta amargo

A punição, Apolo, é o desejo do mais forte que se impõem sobre o mais fraco.
Esta ação primitiva, por vezes se estabeleceu no espaço em que eu vivia quando criança.
Isso era o reflexo dos anseios e conflitos existentes em meio à hostilidade do lar.
Todo real tem seu imaginário, um conjunto de valores além da vontade de um domínio sobre seu território.
Fico me perguntando se o preço atribuído à isto, é representar um certo tipo de autoridade com interesse mais amplo.
Atualmente, estas questões mantém o progresso destas confissões.
Neste cenário, essa espécie de fetiche que me atrai ao passado, encontro o discurso apropriado em defesa de uma ingenuidade equilibrada entre a densidade de sentimentos, refletido no discurso atribuído a uma fase de constante silêncio devido à ameaças.
Os sonhos daquela época eram os desenhos em preto e branco que multiplicaram a distância em dois momentos luminosos; o de estar aqui hoje narrando esses desencantos e a compreensão singular dos momentos em que sobrevivi a cada ataque de ira e hostilidade.
Não há homens nesta platéia, Apolo, somente eu e você conhecemos os personagens deste grupo de pessoas que tem parentesco entre si.
Ironia ou não, o coração materno de amor tirânico, reduziu minhas expectativas quanto aos desejos múltiplos, frustando meus objetivos.
Melhor do que revelar esta passagem íntima é intensificar um experimento de hábitos que me despertaram para a vida adulta.
Como o diário de uma imaginação que agoniza, mas que insiste em narrar suas impressões, rendo-me temporariamente ao cansaço das horas.
Voltarei a lhe escrever, pontuando nossa trajetória.    

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Sétima carta

No momento em que escrevo esta carta, Apolo, me encontro em uma sala, trancado, rodeado de coisas que adquirimos com o passar dos anos.
Demorou muito tempo para que as circunstâncias nos unisse novamente.
As vezes a gente pensa que está escrevendo bobagem e só conseguimos acentuar as desconfianças.
Quando há indícios que afirmam isto, procuro me distanciar e respeitar nossa consciência. 
Este é o ponto em que não consigo transmitir nada. São horas que prefiro me calar à concluir parte daquilo que conheço da minha infância.
Mesmo que um dia eu venha finalizar todo este processo, talvez você será o único que compartilhará de minhas confidências.
Tudo quanto se sabe é que no carregar dessas reminiscências, posso avaliar de maneira mais coerente todo o processo a que fui submetido.
Por tanto, examinaremos juntos todo o conteúdo e os efeitos ocultos exercidos sobre mim.
Esta é a oportunidade que encontrei para denunciar a falta de sensibilidade e afeto que edificou o desconforto que agoniza por tanto tempo aqui, dentro deste peito.
Não sei de onde e nem porque amplio essa pressão sobre meu comportamento, mas este é o processo que ocasionou o nosso reencontro.
Essa viagem sentimental será transmitida e conservada nos vestígios de minha infância.
Por tanto, isso levará um tempo, Apolo, pois dos trinta já passei e hoje reconheço que os adultos podem fazer coisas que as crianças não podem.
Não me resta dúvida, Apolo, sou qualquer um para qualquer um, menos pra você.
Esta noite necessito do silêncio.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Sexta carta à Apolo

Esta noite tive um sonho do qual me fez recordar dos dias em que me escondia quando as visitas apareciam inesperadamente tomando conta da casa e ditando regras que acreditavam servir para todos alí.
Somente com a necessidade da identificação dos que alí estavam, aparecia para justificar seja lá o que era. Não sei mais identificar o que viria ser aquele desejo de estar e não estar ao mesmo tempo alí com aquelas pessoas.
Sabe o que é mais interessante, Apolo, recordando deste tempo em que omitia o que sentia?
Que eu ainda guardo resquícios de um medo controlado que luta contra minha consciência.
Não me resta dúvidas agora do quão subordinado eu era à essas pessoas que diziam sentir algum afeto por mim.
Nesta época meu coração estava na ponta de meus dedos.
Embora este que acorda já não mais se submete a certos sentimentos, só o fato da lembrança resistir ao tempo, tenho a impressão de que a odisseia de minha vida ocultou uma época pressionada pela intimidação.
Distante dali, posso afirmar que estabeleci uma batalha que venci pela sabedoria.
Devido ao tempo e o pouco recurso de minha memória, encerro aqui mais uma passagem de uma infância dividida entre o medo e a alegria.
Sem dúvida, é impossível que impeça o rio de correr.
Até breve!

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

O tigre insignificante e o rato desmedido

Escuta, meu caro, disse o demônio, colocando a mão sob sua escrita.
Eu não ensino nada, eu só estimulo a sua inveja.
O que chamo de remorso não é mais do que a insatisfação que sentes quanto a você mesmo.
A arte de colocar as palavras e criar possibilidades que a transformam em símbolos significativos é o que sintetiza a minha superioridade e desarma a sua ratoeira.
Certamente, o que resulta na sua imbecilidade, ou seja, quando estabelecida essa compreensão, obtemos, de imediato, a distância.
Esta ação você foi incapaz de definir e a incerteza sempre superou suas escolhas.
A ação consiste na realização do exercício do pensar, e o que fiz foi atrofiar com palavras o seu refletir.

sábado, 17 de novembro de 2012

As costas protegidas

Cem mãos p'a bizuntar-me'as costas,
Peg'o sol e enfi'ela na pele.

Por Rodrigo Satis

Os símbolos permanentes

Observei que sua tática é uma só, mas não monótona.
Oculto no timbre da tua voz, tudo é matéria-prima que não prescreve o outro.
Não se trata de um esforço de revisão, mas estruturar o tempo dentro das incompreensões que devem ser combatidas logo que surgem.
A importância disso consiste exatamente na tentativa de compreender a riqueza de informações que torna a vida apaixonante.
Todavia, como já citado, a abertura à vida, mesmo sendo uma dimensão essencial, não significa que todo ato deva sempre traduzir fecundação efetiva.
Pois bem, os procedimentos acima, introduzem uma cisão em contraste com o caráter profundamente humano e interpessoal da relação procriativa.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

À'mar

E de novo eu vi o mar
Fitei o mar, sonhei o mar;
Li suas'entrelinhas
Era como amar...

Por Rodrigo Satis

terça-feira, 30 de outubro de 2012

hasta pronto

 digame una cosa que tienes leido.
 - algunos romances de los brasileños.
entoces estás namorando las palabras.
...la despedida fue breve.



 

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Sweet Home

O fim de tarde trouxe um pensamento longo que examinava a dança da palmeira esguia.
Tanta simpatia no espaço-tempo, sincronizando o Blues ao tão desejado café da tarde.
Ainda fixo na paisagem o ar cheirava a canhamo, tomando o lugar do pensamento.
Contrastando seus sentidos rompe com o longínquo e o substitui por cafeína.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Digerindo o mundo

Embora ainda não tenha vivido até o fim, algumas circunstâncias vividas me tiram da inércia onde o mistério perfeito é cruzar o que poderíamos imaginar quando recordamos histórias que nos fazem compreender e digerir o mundo.
A percepção e compreensão em usar o mundo de maneira inquietante, resolve o problema da permanência definitiva em um único espaço habitual.
A construção da experiência com o novo, implica na retirada do que antes era vivido sem sua vida.
O êxito em reproduzir coisas à construir outras, definitivamente, desenvolve emoções constantes a navegar nesta orbe com a possibilidade de não entender coisa alguma.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

As coisas que chamamos de amor

Acho que o texto vai ser autoexplicativo, ok?!

Para Juliano

(...)
Bem que existe no mundo, aqui e ali, uma espécie de continuação do amor, na qual a cobiçosa ânsia que duas pessoas têm uma pela outra deu lugar a um novo desejo e cobiça, a uma elevada sede conjunta de um ideal acima delas: mas quem conhece tal amor? Quem o experimentou? Seu verdadeiro nome é amizade. (Nietzsche, Gaia Ciência, aforismo 14)

Feliz aniversário Xerox!

Por Rodrigo Francisco Barbosa

Dador

Doer, doer, doer;
Se isto é o que se tem
E s'está como se está,
Quem há de interromper?

Por Rodrigo Satis

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Chamar as coisas pelo seu nome


Não m'apetecem diminutivos
Quiçá por ora, falas que mentem
Os sons que'ocult'um belo nome
Por'isso Lúbia eu clamo em'ôde!

Por Rodrigo Satis

Em resposta ao poema anterior: O Diminutivo

O diminutivo

(sem data)

Nunca mais ser...
O diminutivo d'alguém;
Sem nome eu sou agora
Dês qu'escapou-me meu bem!

Por Rodrigo Satis

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Eu não sou pirata

 - esse que é o filho da... ?
 - ele mesmo!
 - tá tudo bem Rê; tá fazendo o que?
 - tô indo trabalhar!
 - como ela é bonita.
 - vai lá então Rê. fica bonzinho com a mãe, tá!?
 - seu nome era Jean.
O pai, vermelho de vergonha, abaixou a cabeça.
A partir daquele dia mudou completamente seu modo de viver.


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Quidquid tentabam dicere versus erat

Non decet
Odi profanum vulgos
Ex nihilo, nihil
Ignot nulla cupido
Ex consensu
Ad valoren
Favete linguis

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Porque eu não entro em museu!

"É aquele olho" pensava, "deve ser aquele olho"! Em meio ao encanto desses pensamentos ao passo que atravessava a rua do personagem mensageiro, eu me ditei a mim mesmo:

Eu ólho o'lho;
E a olhar ele me olha
Me olha a ponto de m'olhar-me
Que assim eu olho e me'dito!

Muito parecida é a perspectiva

Enquanto uns matam outros curam.
A tradicional representação para a vida mortal alimenta o homem que pratica seu próprio ego guiado pela razão.
Sublime, libertador?
Que assim seja a ilusão e tudo quanto existe no mundo.

sábado, 22 de setembro de 2012

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

sábado, 15 de setembro de 2012

O sol pesava mais que a lua

Nessa ocasião, os óculos escuros foram inventados para que nossa retina não se sinta tão pesada.
No imaginário da possibilidade, necessitamos de algo que preencha o vazio de nosso estômago.
Quando sugerimos uma sequência de informações, acarretamos uma extensa dúvida sobre o que criamos.
Ante a necessidade que incomoda, recriamos e desenvolvemos o dobro de energia equivalente ao que o homem acredita ser a totalidade que o torna confortável.
Dependendo da ocasião me torno escritor, nem sempre da vontade, quase sempre da sujeição.
Eliminei o fim porque se tornou uma máxima.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

terça-feira, 4 de setembro de 2012

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Só doer (Leminskizo)


verde dor
ou vinde amor
que aterrador
é te perder;
não doer a dor só é
ex-delicia de menta:
i per dor!

Por Rodrigo Francisco Barbosa

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Não acredito que haja apenas uma maneira de viver

"Você acredita mesmo, Lopes, que a sociedade estabeleceu as melhores regras para o jogo da vida? Família, profissão, maternidade, casa própria, endereço fixo, previdência privada, estarão todos de acordo? Não lembro de ter sido consultada."

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

não tão óbvio

os sorridentes da Tiradentes não despertam olhares por falta de dentes.
o sabiá nem percebe o fanático proferindo seu culto ao divino. todos sentados, cabeça baixa, pensamento ao longe...
 - hoje são eles.
...tudo bem; você e eu também passamos por contradições.
as intermitências por vezes aparecem sem aviso prévio.
o homem coxo se cansa do profeta que grita ao microfone, se apodera de suas muletas e muda de banco.
isso tudo acontece sem que alguém faça acontecer...
sem deuses, sem mestres.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

a estrutura preenche e desperta

Cultura; um interesse de nossa existência
o café que tomo com pouco açúcar
transforma-se no modo imperativo da subjetividade
quando se é sujeito

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Franca Mente

Mente amiga minha!
Deix'o mundo ser,
Deix'o mundo vir-a-ser,
Mente!

Por Rodrigo Francisco Barbosa

¡estoy lejo de ti!

Un día, despues de mucho sonido, me desperté junto de tí. Todo és ilusión y la craridad llego.
Hoy yo no tengo ninguna inquietud, solamente la contentacción de ser creativo.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Solidão

O ser sozinho não existe,
Só ele é que não vê
Qu'aqu'entre nós a diferença
D'o Ser sozinho sê'ú prazer.

Por Rodrigo Francisco Barbosa

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Na captura de um pensamento

Imagine uma pessoa afobada, engasgando com o próprio ar.
Ela entra depressa, olhar fixo no atendente. Pergunta sobre duas obras, dessas populares, que não são os clássicos.
Desmotivada pela não existência dos títulos, retoma o fôlego e caminha desiludida na garimpagem da cidade perdida.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Quandé son(h)o


Quand'é céu clareza plena
De punhos mão respir'afroxa
E sem par naveg'escura sala
É da'dor qu'afag'a luz apago.

Por Rodrigo Francisco Barbosa

sábado, 28 de julho de 2012

Deixe de ser nos versos

O mais antigo mito permanece sobre meus atos. Há sentido, somente nas palavras.
Nelas permaneço, sobre elas eu persisto, no sentido traduzido, no reflexo da leitura.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Innatus

Todos os aspectos abordados em um fanzine são envolventes, pois se trata da prática associada ao conhecimento inato.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Vivo de mim mesmo

você diz que eu tenho que fazer assim... 
 - eu lhe digo que não!
certa vez, expliquei o significado e a importância de estar só. Não era símbolos.
também pudera, você só pensava em números.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

sábado, 7 de julho de 2012

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Ainda o problema do fruto: ensaio sobre os problemas da sexualidade


Segue abaixo o trecho do texto-suporte do debate a ser realizado na IX FEIJOADA VERDE de Ourinhos. (Clique no link para ler o texto completo)

Introdução

Não existe, com respeito ao poder, um lugar da grande Recusa – alma da revolta, foco de todas as rebeliões, lei pura do revolucionário. Mas sim resistências, no plural, que são casos únicos: possíveis, necessárias, improváveis, espontâneas, selvagens, solitárias, planejadas, arrastadas, violentas, irreconciliáveis, prontas ao compromisso, interessadas ou fadadas ao sacrifício. (FOUCAULT, História da Sexualidade, p. 106)

O objetivo deste texto é o de ser uma problematização. Uma problematização sobre os modos tradicionais de compreender a noção de “poder” dentro dos temas do discurso libertário. Para escapar aos problemas suscitados por estas abordagens, proponho esta problematização a partir de três pontos específicos relacionados a uma imagem: 1) A mudança do olhar; 2) Da germinação aos frutos; e 3) Serão os frutos comestíveis? No item “1) A Mudança do olhar”, exercito uma estratégia de recuo metodológico na qual tento problematizar a noção tradicional da compreensão do poder e indicar um novo olhar. No item “2) Da germinação aos frutos”, procuro argumentar no sentido de demonstrar como noções como “sexualidade” e “identidade” são “moldadas” por uma rede complexa de interações de poder e como a análise da história da formação destes conceitos pode nos ajudar na compreensão do que “hoje” nos apresentam como “sexualidade” ou “identidade”, ou seja, meros frutos tardios. Por fim, no item “3) Serão os frutos comestíveis?”, tento refletir sobre uma possibilidade de interpretar temas como “sexualidade”, “identidade” etc, de um modo mais coerente com aquela compreensão ampla de poder. Caso minha exposição pareça obscura aos olhos do dogmático, toda incompreensão aqui será bem-vinda! LEIA MAIS

Por Rodrigo Francisco Barbosa

terça-feira, 3 de julho de 2012

Conspirando-me

Vi um homem bem velho sentado em um banco de praça. Como se olhasse para mim, divagando sobre suas expectativas, disse calado:
 - Deve-se notar que nada pode existir no espaço se não existir igualmente no tempo.
Mudo, sem pressão das circunstâncias, concluiu e retirou-se sobre a gigantesca pressão atmosférica.
Breve ao realizar-se no tempo.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

segunda-feira, 25 de junho de 2012

sábado, 23 de junho de 2012

Ta'tu'(do)age na pele

Há muito passado aqui na pele
Em marca viv'em marc'oculta;
Há muita dor qu'assol'o co'ro
Em viva cor límpid'angústia.

Por Rodrigo Francisco Barbosa

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Teimosíamô

Enroscaram-se no poste,
Mas as mãos apertadas mantiveram-se
E cad'um dos lados não passaram:
Escolhidos foram p'la teimosia do amô!

Por Rodrigo Francisco Barbosa

Para que serve o Museu

Eu olho o olho
no espelho
e me dito.

Por Rodrigo Francisco Barbosa

terça-feira, 12 de junho de 2012

"Ocasião"

Apaixonante música que em poucas palavras, revela anseios e dilemas dialéticos que nos prendem a vínculos sustentados como deveres e obrigações, que embora às vezes racional, manipula a naturalidade em que se constroem as relações.
Esteja pronto pra cair na próxima ocasião. 

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Foi proposital!

... isso foi o que de mais reflexivo já fiz em minha vida.
fazê-lo cantar e dizer algo que realmente me satisfazia.
há... como era bom!

terça-feira, 29 de maio de 2012

Kurit (araucária) Yba (grande quantidade)

"Era uma região de floresta exuberante onde reinavam as araucárias."

D'Olimpi'amor

Nem sei qu'é isso que m'impele
Menos pois, que rum'embesta;
Nem sei s'é dois culpid'amigo
Só sei que vaga n'Olimp'eu tenho.

Por Rodrigo Francisco Barbosa

quinta-feira, 17 de maio de 2012

terça-feira, 15 de maio de 2012

sábado, 12 de maio de 2012

the book


 "Dos diversos instrumentos utilizados pelo homem, o mais espetacular é sem dúvida o livro. Os demais são extensões de seu corpo. O microscópio, o telescópio, são extensões de sua visão; o telefone é a extensão de sua voz; em seguida, temos o arado e a espada, extensões de seu braço. O livro, porém, é outra coisa: o livro é uma extensão da memória e da imaginação." Palavras de Jorge Luis Borges.
  Com a evolução  do pensamento torna-se senso comum este pensar aos adoradores do benefício do livro, consequentemente a leitura em si.
 A cultura de um povo expressam-se por diversos meios numa miríade de meios, principalmente hoje em dia, com a tecnologia disponível. No entanto só o livro mostra-se ser mais perene. Não se esvaece num clicar de mouse ou controle de TV.
  Mais do que nunca, e isso parecia impossível a alguns anos atrás, que o Brasil nunca seria "leitor" como o é hoje. Temos autores mundiais, temos mercado onde os gigantes do meio livreiro vem aplicar seus recursos, temos todo um aparato de formatos e preços de livros que propiciam ler do Oiapoque ao Chuí e por todos, do pobre ao rico, se não desacreditar muito, pegaremos analfabeto lendo.
  Por isso é importante que nós, como operários da cultura, batalhemos, sem descanso, por disseminar o gosto pelo livro e leitura, pois é desta forma que encontraremos o que somos e nos orientaremos para o que queremos ser, é desta forma que iremos conhecer nossa história, nossa cultura multifacetada e a complexidade do mundo a qual estamos inseridos.
 Por: Eleotério.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

És bom aniversário!


Há anos que se enamoram
Como o dois somado ao zero,
E vim'te ver antes da hora
Pra te dizer como eu te quero.

Por Rodrigo Francisco Barbosa

Curitiba

A noite tem seu cheiro... o da urina que rega os jardins de pedra.

O uno e o multiplo

Nem me é xuxu pois, tampouco coração,
Tenho eu única flor que desabroch'em solo russo,
Tenho eu beleza grega e de risonh'ólhos paulista;

Um mapa-mundi em pele fresca
Um mar'imenso facetas d'alma
É'um algo assim, beleza rara!

Por Rodrigo Francisco Barbosa

terça-feira, 8 de maio de 2012

"curriculum mortis"

Registrarei neste conjunto de dados pessoais, tudo que não deu certo. Farei uma auto-crítica de minhas impossibilidades.
Ficarei longe da ideia triunfante de um ideal de sucesso, que nos educa aos princípios capitalista.
Confrontarei a mim mesmo, mostrando que os acertos são decorrentes de uma sucessão de erros, os quais, boa parte, se não o todo dos indivíduos, persistem em camuflar.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Para a msg no celular do amigo

Num sonho Höelderlin me disse:
"Amando o mortal dá o máximo de si"
Desde que ela me sorriu
Eu tenho mo dado

Por Rodrigo Francisco Barbosa

terça-feira, 1 de maio de 2012

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Tudo que eu diga [Leminskizo]

Sozinho n'inverso
provid'e atento
qu'a tarde cochila

vai vir o dia
quando tudo que eu seja
caiba na mochila

Por Rodrigo Francisco Barbosa

quinta-feira, 26 de abril de 2012

terça-feira, 24 de abril de 2012

O toque

achei qu'éra tutiscrem
e meu dedo matou
na tel'escrevi'o nome:
fodeu-s'em toque a formiguinha.

Por Rodrigo Francisco Barbosa

segunda-feira, 23 de abril de 2012

quarta-feira, 18 de abril de 2012

domingo, 15 de abril de 2012

Vou tentar explicar

É nesse período que me sinto disposto a novos projetos, direcionados ao conhecimento e aprimoramento, sobretudo, pela importante evolução da minha própria história.
Minha sucessão de erros, convém, justamente, da interpretação minada de significações que influenciam idéias a analisar e refletir sobre o contexto referido.
Portanto, dar continuidade à este blog, faz com que eu remova a ignorância suspensa onde não consigo observá-la. E transformá-lo em um selo de distribuição de propaganda alternativa, faz com que eu aprimore o momento exigido sobre mim e o transforme em um trabalho de pretensão de contextualização dentro da relação pessoas e sociedade.
O conhecimento adquirido com tudo isso, por meio deste trabalho, representa pra mim, a melhor ferramenta de atuação entre os ensaios provisórios da vida.
¿Entendeu?

quinta-feira, 12 de abril de 2012

segunda-feira, 9 de abril de 2012

quinta-feira, 5 de abril de 2012

terça-feira, 3 de abril de 2012

No mar indefinido da p'lavra

No fundo é outro,
Algum, nenhum, pois todos.
Qu'igual a algo nem chega à sê um.

Por Rodrigo Francisco Barbosa

Sonhei que escrevia esta frase esta noite

Eu observo a primeira observação.
E o filósofo disse novamente:
"Perceber que indizivelmente mais importa como as coisas se chamam, do que o que elas são."

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Punk Primata, Capitalismo Selvagem

E um filósofo disse:
"Não podemos decidir se aquilo que denominamos verdade é verdadeiramente verdade ou se apenas nos parece assim. Se é este último, então a verdade que juntamos aqui não é mais nada depois da morte e todo esforço para adquirir um bem que nos siga até mesmo no túmulo é vão."

quarta-feira, 28 de março de 2012

Monotemático

Estas palavras foram escritas pra você, catedrático em início.
Cuspindo verdades que não são sua, rascunhando o que já disseram, você se transforma no ponto morto da palavra já dita.
Se orgulha das mesmas idéias de alguém que um dia quiçá será.
Corrompido pela idéia do outro é que te transformas numa cópia barata de um livro sem nome.
O gênio que te faculta dá início a mais nova fase do seu preconceito.

sábado, 24 de março de 2012

quinta-feira, 22 de março de 2012

¿Burocratico, yo?

Tiro minhas conclusões sobre aquilo que consumo e analiso.
Portanto, não são dógmas! Estão sujeitos a reflexão do outro.
Bem vindo ao controverso espetáculo da aventura humana!

¿Pero la vida no és esto?

Mi cuerpo és un receptaculo del vida.
Tengo dos orellas que no si cansan de oir el mundo, dos ojos que retratan la naturaleza, un órgano que mata mi hambre y todavia me comunica con las personas, mismo no sendo la mejor cosa del vida.
Pero todo eso construye la atividad que busco con la practica del exercicio diário de la construcion del cotidiano.

sábado, 17 de março de 2012

Mentidor

Mentidor é o poeta
Que traz uma dor alada

Mentidor é o poeta
Que sempre mente aquém da dor

sempre como mente
o poeta,
sempre, comumente!

Por Rodrigo Francisco Barbosa

Poucafé

C'um pó'café a vid'exala
cheiro d'auroras p'la casa.

Por Rodrigo Francisco Barbosa

sexta-feira, 16 de março de 2012

terça-feira, 13 de março de 2012

À caminho da tarde

Há um momento do dia
Qu'o mund'umano cala
Na quietude da tarde
N'água d'ólhos a palavra Nada.

Por Rodrigo Francisco Barbosa

segunda-feira, 12 de março de 2012

quarta-feira, 7 de março de 2012

domingo, 4 de março de 2012

Eva


Quand'é terrível desviar os olhos
E teu riso pára ao olhar enquadro,
É ali que dorme tristeza do mundo
Qual fascínio tudo de ternur'e riso.

Quand'é med'e pejo cavalgar-lh'a face
E de gente olhando já estupefato,
Cae culpid'e Eros gotas de sorriso
Qu'Afrodite casa e m'impede o fruto.

Quand'esej'e brilho rondam tua casa
E um sorriso 'caba c'o temor do dia,
Eu contempl'a vida destes olhos lindos
Que perfume fresco untam Eva flor.

Por Rodrigo Francisco Barbosa

quinta-feira, 1 de março de 2012

Extações de Curitiba



Da construção vem a canseira
Qu'é dorminhoca embaixo d'árvore
N'inverno sol de lagartixa
Em verão dorm'e preguiç'o mundo.

Por Rodrigo Francisco Barbosa

Meu Mon


Olh'o olho a olhar
M'olhando lágrimas sem fim
Que jorr'em lind'espelho d'água
Desesperos que só'l olho jardina.

Por Rodrigo Francisco Barbosa

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Saber envelhecer

A paciência não se limita ao desgaste do tempo.
As músicas de antigamente, devolvem a cada um o mistério da infância, imperceptíveis na pressa do tempo.
O lugar de onde venho certamente me levará ao reencontro do homem-menino.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O Idiota

Cale a boca, seu monotemático idiota, cópia de um conteúdo sem substância.
De você tenho repúdio, asco de uma nova aproximação. Moralista, homofóbico contido!
Fique quieto pelo tempo que lhe resta, pois assim não trará ao mundo o desconforto da sua imbecilidade.
Mal sabe quem mora comigo o escroto de amigo que tem!
"O homem que não se pode mais tolerar, a gente procura torná-los suspeitos".

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O que leminski não notou [Leminskizo]

As pessoas correm
como se a chuva viesse atrás;
já'os jovens riem e chutam
como se ela viesse de baixo.

Por Rodrigo Francisco Barbosa

domingo, 26 de fevereiro de 2012

O erro como vício da vontade

Qualquer que seja a história da cidade que se vive, a este nosso mundo não se pode impor legalmente a perfeição.
De outro modo, possíveis manifestações adquirem formas de maneira sistemática a nos manter ligados a desejos nem sempre obstante de verdadeiras verdades.
Assim, recorro constantemente à minha mente, por perceber o desvio em relação a variedade padrão da incerteza.
Por isso, tenho urgência em viver!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Do amor Aoristo



Alguém amará ela
Qual doce aquarela
Brindando cores ao dia gris?

Alguém amará ela
Qual foto minha na janela
Caland'a vid'em pret'e branco?

Alguém amará ela
D'inocênci'e chocolate
Lavrando falas de mil bigodes?

Alguém amará ela!

Por Rodrigo Francisco Barbosa

domingo, 19 de fevereiro de 2012

A partida de Ulisses

"-Por favor, não erre mais ou use o erro como seu único amor, um amor ao desprezo!" Eram palavras de um novo Ulisses que, sem companheiros e sem uma Ìtaca que o aguardasse o retorno, rumava lânguido absorto em diálogos com seu coração. Sem ter para onde ir, esse novo Ulisses, com o auxílio de Notos silenciosos deixou-se rumar para a posteridade, para então, ser lembrado como alguém que fez do desprezo, a maior potência  homenageável que um mortal poderia experimentar: Tapou os ouvidos com cera e fez dessa mazela seu amor musical incondicional. 

Por Rodrigo Francisco Barbosa

sábado, 18 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

El día gris

Llove en el rato.
El tiempo oscuro hace las personas caminar un poco más rápido para su sitios.
Yo miro, solamente.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Numa natureza onde não existe regulagem

"Tenho-me esforçado por não rir das ações humanas, por não deplorá-las nem odiá-las, mas por entendê-las."

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Curitiba, nueve e quince de la mañana.

Jueves, la Lluvia seña la calles coloreado, san mucho los paraguas.
San tantas minucias que yo no consigo describir.

sábado, 21 de janeiro de 2012

sábado, 14 de janeiro de 2012

The last cry

"Man is a being that imagines...
Basically, to imagine is to go beyond oneself, to project oneself, to rise above oneself continuously.
Man imagines because he desires; man is the being that is capable of transforming the whole universe into an image of his desire."

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Parte de mim

Se eu fosse mais cuidadoso com a minha história, talvez recordaria com mais facilidade, fases das quais os domínios da linguagem superaram as principais dificuldades do mau uso das palavras.
Hoje, com sutileza, sintetizo esse exercício como parte de tudo que sei, compreendido como solução de minhas dificuldades.
"Era mi corazón una ala viva".

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Do escarro verde-amor

Por Rodrigo Francisco Barbosa


Dá cá tua mão qu’eu possa beijâ-la,
Do escarro da mi’a boca ter-te o’afago,
Qual fero canino língua deitada
Lamber-me as bolas já sofregado.









Este blog continua como uma contribuição a longo prazo, por tanto, requer consulta diária.

Ficarei satisfeito se ele despertar curiosidade, incentivar estudos mais aprofundados ou simplesmente sanar dúvidas.