segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Desarranjo do mundo

Não consigo dormir do lado esquerdo, tenho dores que me deixam mal-humorado.
Mais um domingo se foi e nada tornou a mudar.
A leitura de um livro me pareceu definitivamente menos sugestivo, isso me deprimiu.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Nostalgia dum futuro imprevisível

Este é o dia, esta é a noite.
Das esquinas do anteontem chegavam vozes nervosas, onde a vida passa e morre.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Hoje, ainda vivo...

Sempre há algo em desarmonia, mas eu não sei o que, uma tristeza antiga, uma doença silenciosa.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Autodefesa do ócio pensativo

Houve um inverno em 2002, o mesmo inferno de agora.
Foi com essa estranha sensação que, com a chegada do mês de julho, senti uma vontade desconcertante de continuar aqui.
Durante anos, o que deveria ser um período de alívio e morosidade se tornou um intenso fluxo de memórias sobre as escolhas difíceis.
Uma vez diferente, as coisas podem voltar a ser como era antes, só que diferente.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Vivendo num mundo diferente

No dia 02 de julho de 2017 eu caminhava pelas ruas enquanto as nuvens mastigavam o sol.
Na esquina de ninguém a conversa dormia num monte de lixo.
Desenhando na luz da sombra, rabisquei aqui e alí.
Já não consigo dizer mais nada sobre você.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Uma hora tem minutos atrasados que chegaram no silêncio

Dia 12 pra quem ama, qualquer dia pra quem sofre.
A uma semana atrás meus pensamentos divagavam entre quem eu era e o que fazer de mim.
Fui um estranho até me tornar distante daquilo que me fez sofrer.
Quando eu disse que aceitava a condição era o caminho pelo qual o horizonte me levava, longe das tuas lembranças.
A menos de um metro de distância, deitados na mesma cama, vejo você viver e sonhar.
Avançamos em rumos opostos, no mesmo caminho que nos encontramos.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

dolor en la espalda

Ao longo dessas linhas, tentarei transformar insensivelmente a brutal sensação sem consciência do transtorno que exprime o esforço desesperado do meu eu para salvar minha integridade física.
Era terça-feira e eu ainda estava acordado. Depois de um dia tão exaustivo meus nervos reverberavam em anestesia e choque.
Eu só pensava na porta giratória do Mário Quintana.
Um giro tão rápido entreabertos no sonho da reflexão.
Aquelas poucas palavras me fez lembrar que esquecemos de aprender a escrever.
Eu tava irritado, a confusão na minha cabeça era tão intensa que eu antecipava os problemas por vir. Coisa de quem sofre por antecipação.
Conheço muitas pessoas assim, meu remédio é saber que elas estão próximas de mim, possuídas pelo mesmo sentimento.
Pois bem; agora estou aqui tentando encontrar uma narrativa querendo dizer pra mim mesmo que o sentido disso tudo tem hora programada.
Porque os adultos trabalham tanto?
A luta de um workaholic nessa guerra sem sentido é algo que perturba a confiança e angustia o homem contemporâneo.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

A chuva é torrencial, o sentimento passageiro.

Não sei se tenho todos os sintomas de uma felicidade que chateia, mas ando muito instável e procurando entender meu bom humor.
A miserável forma que eu tento associar esse estado psicológico que se apossou de mim, só não é mais desprovido de valor porque é um adjetivo digno de compaixão.
Por tanto, não sei porque me abalo tanto.
Eu continuo colhendo tempestades numa esquina de Curitiba.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Ela fuma como louca e eu adoro o cheiro dela

Eu definiria o efeito da coisa em questão como capacidade de continuar o que foi inesquecível.
"Desejo assim eu nem sabia que podia existir".

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Não há ninguém aqui além de mim

A propósito de un sueño esclarecedor que tuve, alguién que no me recuerdo lo me dice bien con una frase de consolación: "en caso de que no supieras el tiempo lo probará todo."

depois do sonho...

A repetição, ao longo do tempo, ou o tempo que aproveitamos dela não nos é presente, mas futuro, talvez ausente.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Um pouco de febre para ignorar a estupidez

Em meio a um ano furioso e de turbulência, desgastado por excesso de compromissos, doente e deprimido, entre encontros e fantasias, você reinventa o amor, eu reinvento a solidão.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

O outro é a solidão

Você, ardilosa, eu... bom, eu mais uma vez senti que da boca saíram pensamentos recheados de mistérios.
Criei um espelho que refletiu o próprio significado daquilo que eu gostaria de ver.
Bem... paguei o preço da emoção presente em cada um de nós.